quarta-feira, 15 de maio de 2013

Poema: Sonhar



Nessa vida quem não sonha: 
não cresce,
não tropeça,
não ganha resistência
para vencer as arestas
que se abrem ao caminhar.

Nessa vida quem não sonha:
não vira gente que pensa,
que luta,
que tira o pé do chão 
e caminha.

Nessa vida quem não sonha:
não vive,
não corre riscos,
não pensa
que um dia a vida pode ser melhor.

Mas nessa vida, quem sonha
pode ser que viva uma frustração 
de nunca ter tido o sonho realizado.
No entanto, guarda a certeza e a capacidade
de que sonhar um sonho lindo
é o início de tudo.
Assim, a vida a acontece.
                        André Santos Silva




terça-feira, 14 de maio de 2013

Poema: Manhã



Lá vai o homem na direção do rio
com o pensamento ainda frio
sob a luz de uma manhã bela, singela.

O homem luta com o pensamento
que corre alto, tal qual o vento.

O rio passa, o pensamento desperta
e o sol ilumina com luz e brilho
pelos fios das pequenas arestas.

A natureza, perfeita, ali
e um novo pensamento tende a surgir.
Ele imagina a beleza daquela anunciação
e num suspiro, sente paz no coração.

Vê quão grande é a mão
que modelou tal perfeição
com cores alegres, vivas,
meu Deus, que satisfação.

Depois de refletir e ver
que a vida ali se faz constante
volta pra casa livre, vivo, flutuante
e que a cada dia segue a conquista
em busca de um novo horizonte.
                                André Santos Silva





domingo, 12 de maio de 2013

Poema: Mãe - anjo de Deus



Quem poderá, um dia,
decifrar os mistérios de ser mãe?
Quem poderá medir o amor que há
nesse peito que amamenta
e se transforma em amor por toda uma vida?
Quem poderá compreender esse ser
que se rasga, se sacrifica, se abre inteirinha 
e se possível, vira o corpo pelo avesso
apenas pelo desejo de dar a luz?

Ah, mãe! 
Se todos os homens desse mundo
tivessem o seu olhar, a sua delicadeza 
e o seu conceito de vida!
O mundo seria mais belo
e a paz, com certeza, uma realidade.

Mãe, mamãezinha!
Bem que você poderia ser eterna,
ou quem sabe, duas, três... várias.
Mãe deveria ser como as estações do ano,
que mudam constantemente,
e tornam os dias mais belos.

Enquanto não conseguimos decifrar
os mistérios desse amor incondicional,
vivemos na terra sob a proteção aconchegante
desse anjo criado por Deus
e titulado como mãe.
                                 André Santos Silva


Feliz Dia das Mães!





sexta-feira, 10 de maio de 2013

Antônio Tratorista - meu exemplo de vida




Hoje não quero chorar... 
embora o coração esteja pequeno,
frágil e carente do seu afeto e afago.

Decidi que sentirei apenas saudades
e me lembrarei da sua presença, grandiosa e singular.
Apenas me lembrarei do Tonho Tratorista ou Tonho Barbudo, 
filho aplicado, esposo zeloso,pai excepcional,
amigo e companheiro.

Hoje, quero me lembrar também das nossas brincadeiras,
dos momentos que vivemos e que foram imprescindíveis 
para que eu me tornasse o homem que sou.

Hoje, quero me lembrar 
do seu instrumento de trabalho: o trator de esteiras,
que conduziu a sua vida dos 13 aos 54 anos (idade em que foi morar com Deus),
e que também foi de grande importância para o sustento de nossa família, nossos estudos e a condução de nossa vida.

Quero me lembrar dos seus ensinamentos,
da sua mão em minha cabeça, quando saía para o trabalho 
e me visitava em meu quarto e com afago me dizia: 
"Filho durma com Deus, outro dia você irá comigo. Fique dormindo, ainda é madrugada".

Hoje, quero me lembrar com orgulho de Antônio, 
meu pai, meu herói,meu exemplo 
e espelho de homem bom, honesto, verdadeiro homem, 
que soube aqui na terra, trilhar o seu caminho
e conduzir com maestria a graça mais valiosa recebida de Deus: sua família.

Meu querido pai, hoje faz treze anos de ausência,
no entanto, sentimos (eu e minha família) o quanto está perto de nós em pensamentos e até mesmo em espírito. 

Hoje me lembro e confirmo com muita convicção:
Meu Pai, o quanto foi bom tê-lo como pai e
poder desfrutar de alguns anos em seu convívio. 
Que Deus o guarde em sua morada!
                                       André Santos Silva





quinta-feira, 9 de maio de 2013

Trabalho de Campo sobre "O USO DA INTERNET" realizado com os meus alunos do 5º ano.



Essa postagem faz parte da publicação de número 11 do Jornal Fuxico Escolar desenvolvido na minha turma do 5º ano. Esse jornal tem como objetivo levar aos meus alunos e leitores alguns assuntos relevantes do cotidiano, numa discussão simples que orienta e incentiva a prática de leitura e pesquisa.

 Professor André Santos Silva 
 Redator do Blog e do Jornal Fuxico Escolar


Internet: meio de comunicação, pesquisa, informação ou ventilador para se jogar os problemas?



   É de conhecimento geral que a internet é um dos veículos de comunicação mais utilizados na atualidade. Por meio dela, o contato se torna mais próximo e o hábito de entretenimento aumenta. Nessa linha de pensamento, pode se perceber que com o uso constante da internet, ela se faz presente em boa parte das famílias de uma sociedade. No entanto, as que não possuem um computador conectado em casa, geralmente têm acesso através de uma lan house ou da casa de algum amigo, parente. 
   Com esse aumento e essa dependência pelo uso da internet, somos levados a uma reflexão incessante: será que usamos esse recurso com total responsabilidade? Não! Eis o fio da questão, a ponta do novelo.
   O fato é que a internet está presente e viver sem essa ferramenta seria quase impossível. Somos uma geração que se desenvolve constantemente e viver será sempre uma busca de novidades e grandes realizações no mundo tecnológico, principalmente no que diz respeito às redes sociais. Sejamos francos, verdadeiros, honestos: como é gostoso chegar em casa e poder acessar o Facebook, abrir o Orkut, enviar uma mensagem, um e-mail, realizar uma pesquisa! Como é prazeroso compartilhar frases de autoestima, mensagens de amigos queridos, deixar recados e receber mensagens de pessoas que tanto amamos.
   No entanto, o que não podemos mais aceitar é o fato de as pessoas usarem esse recurso para exporem sua vida, jogando nas redes sociais assuntos particulares que não dizem respeito a outrem. É como usar aquela expressão, que peço licença para descrever: muitos utilizam as redes sociais para jogar “bosta no ventilador”, espalhar atrocidades, particularidades, cenas de assassinatos, fatos sexuais, assuntos caóticos que a nossa sociedade está cansada de lidar no dia a dia. O que seria um recurso de distração, pesquisa e entretenimento, torna-se um grande espelho de maldade humana. E o pior: sempre há um indelicado que posta uma imagem, uma matéria chocante, pensando que está realizando um grande feito à humanidade.
   Assim, somos levados a refletir e lutar constantemente  pelo  desenvolvimento  de  uma  consciência que propicie a transformação da realidade. 
   Devemos usar tais recursos com responsabilidade, analisando de fato, até mesmo as postagens que espalhamos em rede, para que não enviemos às casas das pessoas o lixo que tanto circula pelos meios da internet. Dessa forma, teremos um equipamento de grande utilidade e serventia para o nosso convívio. E lembre-se sempre: usar a internet requer alguns cuidados. Sejamos conscientes! 
                                                                              André Santos Silva


Anos 90: o desenvolvimento
 da internet no Brasil

  

   Em 1988, Oscar Sala, professor da Universidade de São Paulo (USP) e conselheiro da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp), desenvolveu a idéia de estabelecer contato com instituições de outros países para compartilhar dados por meio de uma rede de computadores. Assim, chegou ao Brasil a Bitnet (Because is Time to Network).
   A rede conectava a Fapesp ao Fermilab, laboratório de Física de Altas Energias de Chicago (EUA), por meio de retirada de arquivos e correio eletrônico. O serviço foi inaugurado oficialmente em 1989. Em 1991, o acesso ao sistema, já chamado Internet, foi liberado para instituições educacionais e de pesquisa e a órgãos do governo. Nessa época ocorriam fóruns de debates, acesso a bases de dados nacionais e internacionais e a supercomputadores de outros países, além da transferência arquivos e softwares. No entanto, tudo estava reservado a um seleto grupo de pessoas.
   Em 1992, o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) assinou um convênio com a Associação para o Progresso das Comunicações (APC) liberando o uso da Internet para ONGs. No mesmo ano, o Ministério da Ciência e Tecnologia inaugurou a Rede Nacional de Pesquisa (RNP) e organizou o acesso à rede por meio de um "backbone" (tronco principal da rede).
   Foi apenas em 1993 que ocorreu a primeira conexão de 64 kbps à longa distância, estabelecida entre São Paulo e Porto Alegre. Em 1994, estudantes da USP criaram centenas de páginas na Internet.


   O ano de 1995 foi um marco. Os ministérios das Comunicações e da Ciência e Tecnologia criaram, por portaria, a figura do provedor de acesso privado à Internet e liberaram a operação comercial no Brasil. No ano seguinte, muitos provedores começaram a vender assinaturas de acesso à rede. 
                                                          Site:http://tecnologia.terra.com.br/internet10anos




Poema 
Homenagem às mães




Mãe é um ser sensacional
caso eu pudesse, teria várias
ou apenas uma e imortal
às vezes ela é chata
quando não faz o meu querer
mas eu sei e finjo não saber
que seus ensinamentos
são para toda vida
enquanto eu viver.

Minha mãe é espetacular

melhor que qualquer artista
ela tem mil utilidades
cuida de tantas vidas
e ainda acha tempo
pra nos fazer uma carícia.

Ah! Minha mãe!
Se pudesse sua vida seria doce como o mel
tiraria dos seus caminhos os espinhos
e lhe daria o céu,
todo feito de algodão doce
e de agrado um chapéu bonito
para protegê-la do sol,
que brilha lá no infinito.
                           André Santos Silva
     


Patrocinadores 
Plínio KG (Formatação, recargas de cartuchos, tonner, impressão em geral. Rua Francisco Martins. Maiquinique. Cel.: 91206622)



Binha (Formatação, recarga de cartuchos e tonner. Rua Gasparino Lacerda, Maiquinique. Cel.: 91186071)








quarta-feira, 8 de maio de 2013

Poema: Tá com ciúmes, Zé?



Capítulo III 
O Encontro de Zu e Zé


Tudo começou quando Zé se pôs a beber
Zu desesperada e sem saber o que fazer
Chamou Zé muitas vezes e o fez compreender 
Que uma decisão absurda poderia acontecer
Se o mesmo não deixasse o bar
E não parasse de beber.

Como viu que Zé não tinha jeito
Zu tomou coragem, arregalou os beiços
Deixou Zé de boca aberta 
E se jogou sem preceitos
Perdeu a vida de mulher boa
E meteu pinga no peito

Zé perdeu Zu e ficou desconsolado
Não tinha nas noites frias ninguém ao seu lado
E quis tomar jeito depois de ficar abismado
Viu Zu, sua mulher, como um cachorro jogado
Tendo muitas companhias de homens desonrados
Golando em vários copos de sujeitos desgraçados.

Zé e Zu se separaram por vício e teimosia
Antes não eram felizes e não tinham alegria
Zu não suportou a vida de tamanha euforia
Ver Zé sempre bebendo e participando de orgias
Tirou o seu sossego, mesmo que antes não tinha
Se rebelou pra vida justa e de casamento
Quis fazer ciúme e se jogou ao relento

Zé e Zu separados, cada um em seu lugar
Ele em casa sozinho e ela a beber no bar
Seu coração, apertado, deseja Zu encontrar
Mas não tem molejo de homem corajoso
Desses que tiram o pé do lugar
Capaz de ir atrás da mulher e dar ordem
Volta pra casa já.

Um dia ao sair de casa, Zé, Zu avistou
E logo saiu correndo: espere, meu amor!
Volta cumigo meu bem, 
Não me faça um sofredor,
Desde do dia em que ocê foi imbora,
Minha vida dismoronou.

Que nada, pião, se ponha em seu lugar
Não sabia qui era tão boa, essa vida de bar
Hoje num lavo suas cuecas e nem tenho qui te aturar
Nem sinto seu bafo de onça 
Nem ouço ocê roncar
Sou livre e disimpidida
E pra casa num vou voltar.

Zé, me paga um cachaça, 
Daquelas que ocê já bebeu
Enquanto voltar pra casa,
Não conte mais cum eu
Vou ali antes qui feche o bar
Festejar com Amadeu.

Zu virou as costas e dali se afastou
Zé coçou a cabeça e se desesperou
Viu Zu pegar no copo que um dia ele apalpou
Nesse encontro, não tiveram exito, 
O casal mal conversou
E caminhando desconsolado, para casa Zé voltou.

Chegando em casa, pensando... algo o incomodou
Lembrou dos pedidos de Zu, que um dia não escutou
A angústia foi tamanha, que ela não suportou
Abandonou aquela vida e o marido bebedor.
Zé fechou a porta e não quis nem jantar
Mas jurou que num outro dia Zu não iria escapar
Ele a traria de volta pra casa, nem que fosse pra brigar.
                                               André Santos Silva




Capítulo IV 
Tá com ciúmes, Zé?


No outro dia, meio desolado, 
Zé se levantou e se sentiu arrasado
viu a cama vazia e fria 
e Zu não estava ao seu lado
pensou neurótico: "deve ter dormido na rua
com qualquer cabra safado".

Zé se lembrou da noite anterior
em que levou um fora de Zu
foi humilhado na porta do bar
e se sentiu um cururu
ficou inchado e inconformado,
também bravo pra chuchu.

Estava disposto a sair e mais um vez tentar
numa viela, na rua, ou numa porta de bar
pegar Zu pelo braço e para casa a levar
pedir perdão a ela e tentar recomeçar
o casamento que um dia destruiu
por estar embriagado e não saber escutar.

Dessa vez ouviria os pedidos de Zu
e o bar deixaria de frequentar
chamaria ela de seu amor e a saberia respeitar
talvez, para Zu, levasse flores
dessas que não se encontram em qualquer lugar
e prepararia à luz de velas
um encontro romântico, um jantar.

Zé saiu pelas ruas, desejava Zu encontrar
e para tal surpresa, logo cedo, a encontrou no bar
ela estava tomando uma, para o dia começar
ao lado de um cara um tanto estranho
desses que assustam só de olhar.

Zu então olhou pra Zé 
e não quis se aproximar
Zé sem graça ficou parado, 
não conseguia se movimentar
encheu, então, o peito de ciúmes
logo cedo, na porta do bar.

Zu, faiz favor! Seu tempo não vou tomar
vem aqui muié, pelo amor de Deus, vamo cunversar
se ocê não quiser agora, mais tarde posso vortá
quero que ocê saiba, qui de hoje num pode passar
vem minha, neguinha, abandone esse bar
esqueça as coisa ruim e vamos recomeçar.

Dexa de ser besta home! Agora é que tô viveno.
Tá cum ciúme, nego?Então, prove do seu veneno!
Quantas veiz curri atrás de tu, nas noite longa ao sereno
e ocê não me ouviu, e desdenhô esse ser pequeno.
Agora ocê qué qui eu pare de beber?
Ah! Vai te catar! Ou suma pra valê!

Zu num fala assim não, tô disposto a mudá
venha comigo pra casa, lá é seu lugar
vamo vortá a ser feliz e nunca mais brigá
eu já parei de beber e Deus me livre de vortá
hoje te dô razão, pode me bater e inté me xingar
mas docê não disisto nunca, ainda vou te conquistá.

Zé, perca as esperança, aqui tenho alegria
não me procupo com nada, nem mesmo cum famia
não piloto fugão, nem lavo prato na pia
ando de bar em bar, as vezes bate um nostalgia
aí me enfio no gole e tudo muda: quem diria?
Não vejo nada mermo, nem a noite e nem o dia.

Depois de muito debater, Zu dali deu o fora
foi com Amadeu pra outro bar, e Zé, triste, foi-se embora
mais uma vez decepcionado, sem exito e sem glória.
Zu tava com outro! E Zé com os buteco de olho pra fora
viu a mulher virar a esquina, sem pressa e sem demora
beberia talvez o dia inteiro, até estufar as córnea.
                               André Santos Silva


Observação: Senhores leitores, não percam a continuação dessa história no CAPÍTULO V.






domingo, 5 de maio de 2013

Poema: Aconchego


Quero uma casa no campo
para que eu possa respirar
o ar puro com cheiro de mato verde
e simplesmente, a beleza, contemplar.

Quero uma casa no campo,
não para fugir da cidade,
talvez para arejar as ideias
e planejar a felicidade.

Quero sentir a água do rio
que passa pertinho de casa
correr descalço livremente 
sentindo o calor da estrada.

Sentir a brisa que passa,
ver a montanha ao longe,
colher flores perto de casa,
e viver o silêncio dos monges.

Quero uma casa no campo
Simplesinha, com ar de bom lugar 
ver pela manhã o sol que nasce
e de noite a lua a brilhar.

                            André Santos Silva