sábado, 29 de junho de 2013

Poema: Futuro



Na sutileza de uma criança
sentimos que a humanidade tem futuro.

Não vemos malícia
e a inocência vai construindo
ao longo da vida
os valores determinantes
para um novo caminhar.

Aos elementos:
família, sociedade, amigos,
religiosos e tantos outros 
incentivos determinantes
são atribuídas funções vitais
para o desenvolvimento dos valores
que hão de acompanhá-los 
por toda uma eternidade.

Assim, a criança nasce,
cresce,
reproduz
e torna-se
um cidadão de bem.

Ah, se todos os humanos
agissem como crianças...!
                    André Santos Silva



quarta-feira, 26 de junho de 2013

Poema: Sonda-me


 

Senhor,
sob os Teus pés quero estar,
sob Tua proteção
quero andar.

Quero olhar para Ti

e dentro em mim
sentir que pelos diversos caminhos 
comigo estarás.

Sentir que pela Tua morte de cruz

selaste comigo um pacto de aliança
que jamais me deixará sentir solidão,
frieza, incerteza e decepção.

Quero olhar para Ti

e sentir que sou capaz 
de trocar reinos por Ti,
assim, como fizeste por mim.

Quero viver-Te

como viveste por mim
e ao Te olhar nos olhos
sentir que o Teu amor 
se faz presente em minha vida.

Senhor,

estejas em mim quando eu fracassar
e que o meu levantar
seja a Tua mão a me guiar
pelos caminhos que só Tu conheces.

Senhor,

sonda-me!
E aqueces o meu coração.
                     André Santos Silva 




terça-feira, 25 de junho de 2013

Poema: Viver é preciso



O dom que cada um tem
transforma esse mundo imenso 
em três, quatro, e muito mais que cem...

As diferentes artes 
que a cada um convém
fazem a vida sorrir a todos
até mesmo quem não a tem.

E daí se eu sou pintor
professor, leigo, doutor, serralheiro, 
escritor, marceneiro ou coveiro?
É uma arte também!

Cada um em seu ofício 
atende a quem,
precisa ou não precisa,
é lei da vida também.

E se alguém quiser saber
se isso nos convém
preste atenção na vida
e ande um pouco mais além.

Pinte-a em sua tela 
e a observe bem
e se acha que não tem recurso
a analise também.

Há pessoas guerreiras
que vivem a vida muito além
mesmo que os recursos não permitam
são felizes e são do bem.

Estampam na face um sorriso
e no peito uma grande melodia
e quando acordam à luz do sol
querem recomeçar o dia.

Têm no coração a certeza
de viver sem euforia,
sem grandes realizações 
e nada de melancolia
querem apenas pintar o quadro
que convém com alegria.
                     André Santos Silva




sexta-feira, 21 de junho de 2013

Poema: Homenagem ao Tinga



Nesse dia tão festivo
Com gente bonita de lá e de cá
A nossa homenagem a Região do Tinga
Nessa cultura popular
Nos festejo de São João
Que enriquece esse lugar

Povo que tem como matriarca uma senhora, 

E a ela dedicou respeito e carinho
E hoje lembramos de Dona Chica
Que no Tinga fez seu caminho.

Ela plantou, regou e colheu

E não fez isso sozinho
Ensinou a arte de trabalho aos filhos
Depois voou como passarinho
Foi morar no céu com Deus
Que a recebeu com muito carinho

Surgem então mais duas figuras

Dessa região, desse lugar
Senhora Nelita e Senhor Sebastião
Que ainda vivem por lá
Referência de bons moradores
Que sabe ao povo recepcionar

A cultura do Tinga que é tão viva

Da infância passa pra comunidade
Seus produtos lá plantados
Abastecem a cidade
Sem o Tinga na feira sábado
Não há alegria, só saudade.

Há festa no vilarejo do Tinga

Por ocasião de um casamento
O povo alegre e festeiro
Faz forró com ou sem cimento
E se a poeira muito alta subir
Trate logo de cair dentro
Bom mesmo é balançar o esqueleto
Na festança do momento.

Depois da diversão, há muito trabalho 

Para o povo daquela região
Planta, rega e cói a mandioca
Pra começá a ralação
Afinal tem que ter farinha boa
Em nossa Festa de São João
E sábado na feira terá mais farinha
Que será vendida à população
Isso se repete há muitos anos
Como trabalho e tradição.

Todos os sábados sai de madrugada

Com coragem e inspiração
Enfrenta uma longa estrada
Pongado num caminhão
E contribui com a nossa cidade
Enriquecendo a alimentação.

Por isso povo de Maiquinique

Hoje quero homenagear
A todos os moradores do Tinga
Que fazem parte desse lugar
Sua vida de luta e glória
Nos enriquece pra daná
Venham todos com muita alegria
Do arraiá participá
E viva a Escola Simões Filho
Que agora vai dançá! 
                   André Santos Silva  




quinta-feira, 20 de junho de 2013

Poema: Nossos pais




Na velha poltrona no canto da sala,
a mulher prepara o lugar pro marido
que chega do trabalho cansado,
afinal, é o seu amor, o seu querido.

A mulher em casa cansada
labuta o dia inteiro sem descansar
para no fim do dia, com sua companhia
na velha poltrona sentar,
conversar sobre o seu dia
e até mesmo namorar.

Arruma a casa, cuida dos filhos
põe flores em todo lugar
quer alegrar o ambiente, 
sem mesmo se preocupar
se estará cansada ao fim do dia
quando sua companhia 
pela porta entrar.

Ao chegar, ela já arrumada, o abraça
sem com o cheio se preocupar
abre a boca, dá um sorriso
e em seus braços quer estar.

Eles descansam 
depois de um pequeno diálogo,
em seguida o homem vai se banhar,
fica cheiroso igual a esposa
que curiosa quer certificar,
em seguida abre outro sorriso
e o convida pra jantar.

Lá pras tantas, depois de um descanso,
outra conversa não pode faltar,
os filhos brincam ali na sala 
e o casal a disfarçar,
o pai à francesa entra pro quarto
e a mãe a organizar
toda a bagunça na pia,
deixada do jantar.

Depois de tudo arrumado
a mãe vai se banhar
e satisfeita com o seu dia
no seu quarto quer estar.

Peço licença para interromper o poema
porque as cenas seguintes não posso contar.
Acredito que ela de tanto cansaço
vira de lado, dorme e começa a sonhar. 
                                      André Santos Silva




terça-feira, 18 de junho de 2013

Poema: Direito de lutar



Lutar sempre,
é um direito da nação,
lutar com responsabilidade,
forma e transforma o cidadão:
que vive, 
que chora, 
que sente,
que sofre,
que ama 
e que sente necessidade 
de modificação.

Lutar é um desejo do cidadão
que quer mais:
hospital, 
saúde,
carnaval,
futebol,
trabalho,
a isca e o anzol.

O que não se pode 
é pensar que lutar,
seja depredar,
destruir,
desfazer,
desrespeitar.

A todos cabem o direito
de lutar,
de sonhar.
Assim, caminha a humanidade
e se pacífica a caminhada for,
nasce o diálogo
e o direito transformador.
                  André Santos Silva




segunda-feira, 17 de junho de 2013

Poema: Alma leve


  

Chega! 
Eu me cansei.
Definitivamente, eu me cansei: 
de prender a alma,
de perder a calma,
de surrar a beleza da vida.

Então, abri as grades da prisão do coração
e aos poucos, 
fui soltando a emoção de estar vivo,
de respirar,
de falar,
de andar,
de amar,
de sentir que a vida 
é o que vale a pena.

E para tal surpresa, percebi 
que, ao longo da estrada,
quando caminhava, 
tudo se transformara em flores.

Senti que com a alma leve, livre
a vida ganha mais liberdade
e aprendi
que livres estamos mais juntos
e leves, podemos voar!
                    André Santos Silva