sábado, 30 de agosto de 2014

Poema: Vida de Tom



Em agosto de dois mil e quatro
Nossa vida se transformou num barato
Nasceu Maria Antônia nossa filha
Veio tranquila e não era um bebê chato
Mamava muito e roía as unhas 
E com seis meses já queria comer no prato.

Alguns meses depois
Na igreja ela foi apresentada
Preparamos tudo com carinho
E num domingo de alegria, Tom fora batizada
Ela cresce com sabedoria
E com Fe e alegria, continua a caminhada.

Mais um tempo se passou
E o nosso bebê crescia sem enrola
Ela nos chamou no canto toda contente 
E nos pediu pra ir à escola
Disse-nos que tinha pressa
Pois o tempo passava sem demora.

Então ela deu o primeiro passo
E feliz começou a sua luta
Dedicava-se às tarefas e nos enchia o saco
E aos poucos formava sua conduta
De moça estudiosa e esforçada
Capaz de vencer qualquer labuta. 

Quando nasceu, logo, conquistou a todos
O seu sorriso refletia os sonhos de sua vida
E não é que arrumou uma cúmplice muito zelosa
Uma amiga dessas “inesquecidas”
Era a sua babá Rita de Cássia
Por quem era cuidada como se fosse filha. 

A menina era sabida e crescia esperta
E a cada dia tinha uma “aprontação”
Quando soube do nosso segundo filho
Ela nos disse: se chamará Francisco o meu irmão
Nós gostamos da graça dada pela menina
E o nome teve uma boa aceitação.

Gosta de dançar e brincar muito
É responsável e num leva desaforo não
Mas tem corretivo quando necessita
Pra não fazer má-criação
É uma encrenca das grandes todos os dias
Mas não vive longe do seu Chicão (irmão).

Hoje desejamos muitas felicidades
E que Deus abençoe a sua vida
Em nosso coração você tem de um tudo
Para ser uma pessoas bem desenvolvida
O mundo é grande e você pode escolher, Maria Antônia
Como será conduzida a sua vida.

Espero que faça a melhor escolha
Para que cresça sempre com sabedoria
E um dia quando olhar pra trás
Terá tranquilidade, orgulho e alegria
Por ter tido enquanto criança
O cuidado e o zelo de sua família.
                                André Santos Silva

Parabéns e feliz aniversário, minha sobrinha!



quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Poema: Política de candidato



Cuidado com o gato
Ele se esconde e ninguém o vê
E se de repente aparece
Com certeza quer comer.

Sua barriga está roncando
E sua fome é dessas que beliscam
Quando tem espaço é folgado
E mete a mão em toda a comida.

Há quatro anos teve aqui em casa
E bebeu água na pia
Olhou o vazamento atravessado
E disse que tudo mudaria.

Chega cedo de mansinho
E se sente parte da casa
Conversa disparado pelos cotovelos
E busca muitas gargalhadas.

Nesse tempo é amigo de todos
É servidor  e nunca se cansa
Quando passa essa época o gato foge
Vira, sutilmente, amigo da onça.

Nunca o viu e nem o vê
E se responde é meio sem graça
Ele se esquece que há pouco tempo
Comeu e bebeu em sua casa.

Pelo voto um dia ele volta
E deixa a vergonha de lado
Por trás do disfarce é um gato felino
Mas não tem medo de ser enxotado
Toma banho no tempo frio
E nunca nega um sorriso forçado.
                               André Santos Silva



Comentários do autor


   A política deveria ser uma Ciência do bem comum. 


domingo, 24 de agosto de 2014

Poema: Memória de São João


Hoje em dia tem festa na praça
No período de São João 
Aqui a cultura é muito linda
E encanta o coração.

As bandas tocam forró
E tem concurso de quadrilha
Todos, logo, dançam contentes
E a população se anima.

Houve também um tempo
Em que aqui havia um barracão
O forró não era ao vivo
E tinha também animação.

Era sagrado visitar as palhinhas
Na noite linda de São João
Cada jovem pegava uma figura
E arrastava o pé no salão.

Foi um tempo bom que eu vivi
E tenho muita saudade hoje em dia
De correr com a garotada
Por entre as barracas das palhinhas.
                                André Santos Silva



Comentários do autor


   Como era bom o tempo em que na pequena Maiquinique se comemorava um mês de São João. Essas memórias ficam cá, em minha cachola (minha cabeça).
   Todos os dias, em meados do início de junho, até o final do São João, tinha-se barraquinha e som mecânico no salão. Podíamos brincar, correr e nos animar o mês inteirinho. Brincávamos de tunga, salva-vidas, chicotim queimado (chicotinho queimado) e tantas outras... foi um tempo bom em que soubemos aproveitar a cultura e viver a nossa adolescência sem nos envolver com o que de fato nos prejudica e nos tira a consciência.
   Saudades das velhas palhinhas!


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Poema: Música




A boa música é remédio
Para a alma e o coração
Ela torna leve a vida
E nos enche de emoção.

Hoje em dia é diferente
Quando a ouvimos tocar
Sua letra é um absurdo
Além de ser vulgar.

Tenho saudades das canções
Que com seu embalo nos contagiavam
Em que a mulher era respeitada
E a criançada só brincava.

Hoje em dia a música é diferente
E tem muita desvalorização
A pessoa que não se segura
Vive um momento de ilusão
E para piorar a circunstância
Vira motivo de gozação.
                                     André Santos Silva


Comentários do autor

   Entre as coisas belas que embalam a vida, com certeza, está a boa música. Ela encanta, transforma, alivia e eleva o coração ao grande ápice do sentir-se bem.
   No entanto, é importante ressaltar que, há muito tempo, vem ganhando espaço no universo da música, ritmos e letras que desconfiguram a vida, ou desrespeitam qualquer outro aspecto de sua existência. O corpo ganha espaço, enquanto a moral e os bons costumes se escondem por conta da sensualidade escancarada por meio das atuais composições.
   E o pior é que cada vez mais, as pessoas perdem o bom senso, e em seus círculos diários de rotina, passa a reinar a nova literatura musical: o liberalismo marcado pelo ritmo envolvente que tem apenas como foco a exploração do corpo. 


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Poema: Feliz Aniversário, Adriano!



Hoje, o dia nasceu mais belo
E com ele veio uma manhã
Mais terna, mais nobre, mais calma 
E mais cheia de alma.

Hoje, os céus, ao amanhecer
Se alegram por sua existência serena
Por seu brilho de alma nobre e pequena...
Mas que cresce a cada dia
E com a força que vem de sua alegria
Luta, batalha, vence e derrota qualquer nostalgia.

Hoje, a vida se alegra por seu existir
Por sua oratória que valoriza a vida
De cuidado, de fardo leve, mesmo pesado
Por suas lutas e por nunca se sentir derrotado
Mesmo quando tem que guerrear com fatos inesperados.

Seu exemplo traz a certeza
De que a vida é a nossa grande beleza
E que ser feliz não deve ser uma mera surpresa
Mas uma estrada com linha reta e constante
Cheia de fé e valor estonteante.

Hoje, o céu se alegra 
Por seu coração de homem bom
Que sabe na humildade conduzir a vida
E não passa por entre todos
Como alma desmerecida.
                       André Santos Silva



Comentários do autor


   Nesse dia, quero apenas agradecer a Deus pela vida do meu irmão Adriano. Pedir a Deus que o ilumine e o acompanhe sempre, para que cada dia, esse sujeito (rsrsrsr) seja mais repleto de bênçãos e realizações. E que o seu exemplo de bom homem possa nos incentivar cada vez mais ao caminho do bem.
   Feliz aniversário!!!



domingo, 17 de agosto de 2014

Poema: Com a corda no pescoço



Temos vivido ultimamente
Com a corda no pescoço
Mas não sabemos em quem por a culpa
E isso nos enche de desgosto
É um tal de rebolado
Um joga daqui, outro acolá
E não vemos se quer uma lei
Que nos faça acreditar
De que teremos um conforto em nosso leito
E na ânsia de insultos e desrespeitos
O país que amamos segue sem jeito.

E o pior de tudo isso
É a insegurança que vem daqui ou de lá
Estagnados e sem força alguma
Só nos resta duvidar
E vemos a rotina que se segue
Quem deveria proteger, não consegue
E a onda que há pouco começou de leve
Continua a matar e a roubar.

Sem segurança e sem respeito
Vivemos dias tristes e sem jeito
A vida insegura, segue no mesmo
E o justo que trabalha
Paga com sangue o preço
E se desaparece de repente
Aparece um morto sujeito
E em seu cartão de identidade
Foi cravado com atrocidade
Um tiro certeiro no peito.

Enquanto isso a velha corda
Há pouco no pescoço
Vai apertando e se enrosca
E do sujeito tira o fôlego
Ele debate intensamente
Para provar que ainda é gente
E na ânsia do desgosto
Torna-se culpado 
Ao invés de inocente.

Vivemos ultimamente
Com a corda no pescoço
Enquanto isso acontece
O ímpio sujeito não se entristece
E ainda nos confere o bolso.
                André Santos Silva



Comentários do autor

   Temos visto nos últimos dias, fatos tristes, que caracterizam o descaso para com a vida humana. Pessoas, são tratadas como lixo. 
   Penso que, cada ser humano deve ser respeitado e ter o seu espaço, independentemente, de sua classe social, cor, orientação sexual, religião... Mas não é isso que vemos. 
  Temos assistido, ou lido em diversos meios de comunicação, a triste realidade das ações que não geram segurança. Quem é pago para promover o respeito e causar a ordem, com atitudes não condizentes com os valores humanos, promove a desordem. E quem sofre, nos muitos exemplos, é o trabalhador que sempre pagou os seus impostos, visando segurança e qualidade de vida. Isso não quer dizer que aquele que não paga os seus impostos, ou que se comporta promovendo a desordem, deva também, pagar com a vida. Não! O que precisamos em caráter de urgência é de Políticas Públicas de Segurança, que gerem qualidade de vida e segurança a sua população.
   Quanto aos desordeiros, que as leis sejam aplicadas, para que em sua essência, não soframos as terríveis consequências, por vivermos num país, onde quem é o preso é o cidadão de bem, talvez, para sempre, e o cartão de entrada, em muitos casos, é a própria vida.

   

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Poema: Leitura



Por entre livros, 
Textos, poemas, jornais,
Músicas, histórias
Vou vivendo
E em mim, com certeza,
Uma luz vai se acendendo.

Uma hora, estou aqui
Minutos depois, acolá
Giro várias cidades, alguns países,
Todo o mundo
E às vezes nem saio do lugar.

Aos poucos vou crescendo
E sem perceber, viro um gigante
Com um livro em minhas mãos
Tenho a grandeza de um elefante
Torno-me forte e convicto
De que a leitura é um diamante.

Por entre livros, textos
E tantos meios para aprender
E se assim, o faço, pode crer
Mudo tudo a minha volta
E nunca hei de me arrepender
Pois, uma leitura bem entendida
Jamais se consegue esquecer.

E você, sabe ler?
                  André Santos Silva



Comentários do autor


   Sem sombra de dúvida a leitura é uma das atividades que mais desenvolve a capacidade intelectual do homem. Por meio dela, podemos adquirir conhecimento e nos informar sobre os mais diversificados assuntos do mundo.
   Que cada um de nós, aproveite um pouco do tempo que temos para exercitar essa atividade que é tão crucial a nossa formação.