sábado, 13 de junho de 2015

Poema: Por trás de cada rosto




É divino, intenso e sereno
o rosto característico do humano
que caminha sob os olhares do alento
mas às vezes se fere à luz dos seus planos.

Por trás de cada face 
há sempre um valioso segredo.
Uma razão, um desejo
e se for bom o coração
terá um pouco de emoção, 
de sentimento e de satisfação.

Por trás de cada rosto
há sempre um novo elemento.
Há os que amam e também aqueles
que vivem grandes sofrimentos.

Em cada rosto humano
se esconde um mundo particular.
Há gente que vive suas alegrias
e outros com tristeza
não conseguem se expressar.

Por trás de cada rosto
há um único segredo:
cada um vive seus alentos,
suas decepções e seus medos.
                            André Santos Silva



Comentários do autor

    Todos nós seres humanos passamos por grandes desafios diariamente. E por vivenciarmos essa realidade somos obrigados a nos reinventar a todo instante, mesmo que seja sob os grandes julgamentos que a sociedade nos impõe.
    O fato é que cada um sabe o deserto que precisa atravessar. Então, o que nos resta é colocar o pé na estrada e dar as primeiras passadas que são essenciais para a grande caminhada da vida. Cada pessoa, por trás de cada rosto, busca vencer os sofrimentos que assolam a sua alma.

sábado, 6 de junho de 2015

Só faltava o futebol



Entre tantas alegrias
Que fazem parte da vida humana
O futebol é uma grande paixão
De gente que vibra e tem muita gana.

Cada um torce pelo seu time
Vibra, sofre e sempre chora 
E se dentro de campo o time perde
O sofrimento, logo apavora.

Mas essa alegria que ora sentíamos
Nos últimos dias vemos passar
É grande a decepção por meio dos escândalos
Que nos retira o brilho e nos faz desacreditar
Na pureza que existia no futebol
Quando os times começavam a disputar. 

Não vemos mais jogadores trilhando
Jogando futebol por pura raça
Pouca satisfação em ganhar um título
Caso não tenha dinheiro em caixa.
E isso nos mostra uma outra face
De um esporte de fuleiragem 
E com resquícios de grande máfia.

Agora o que ainda nos resta
É o surgimento de um disco voador
Pois se até mesmo no futebol
Alguém já se embaralhou
Só vendo algo sobrenatural
Para acharmos que é normal
E nos aliviar um pouco da dor.
                              André Santos Silva


Comentários do autor

    Silêncio, senhores! O futebol está de luto, pois morreram o bom senso e as habilidades respeitosas de um bom administrador.
      Afinal, não sei ainda por que essas coisas nos espantam...
   Talvez seja pelo fato de ainda sermos inocentes mediantes a realidade cruel desse mundo caótico e sem regras.




terça-feira, 2 de junho de 2015

A mania de ser poeta





Era uma vez uma palavra. 
Ela foi crescendo, crescendo, crescendo...
virou verso, virou poesia e ganhou o mundo. 
Daí então, virou mania!

Essa mania inspirou o poeta
que saiu por aí tagarelando o saber
sem saber que na poesia
o que vale é a arte de fazer,
criar e refazer
sob à luz do olhar de quem vê
intensa beleza até mesmo 
naquilo que não imagina ter.

Apalavra cresceu, cresceu, cresceu...
se expandiu por todos os lugares,
rasgou o céu,
tirou da escuridão o véu.

Por meio da beleza, venceu
e na terra, 
bem no coração do homem se instalou
tal qual inquietação
que sempre o faz lembrar
que para mania de poeta
cura não há.

Porque para o poeta
a palavra é a ação
que o eleva ao estado de construtor 
de um universo novo:
o mundo da poesia.

                       André Santos Silva


Comentários do autor

    A palavra é um recurso interessante da expressão humana. Por meio dela, podemos descrever a beleza da vida e adentrar universos inimagináveis. 
    No entanto, é importante ressaltar, que usar as palavras, exige de cada um de nós uma responsabilidade grandiosa. Uma vez lançada à terra, algum fruto produzirá. Então, que nossa mania de lidar com as palavras seja apenas para construir o que há de maior necessidade nesse mundo que vivemos. Que haja beleza, toda vez que as palavras forem pronunciadas...



quarta-feira, 1 de abril de 2015

Poema: Por que os cachorros cheiram o rabo uns dos outros?




Nesse lance de se fazer festa 
Pode se arrumar muita confusão
E quando o caso é mesmo sério
Haja raça, força e coração
E se o sujeito despontado e valente for
Pode sofrer e sentir a dor da terrível decepção.

Numa festa realizada no céu
Não me refiro ao lugar divino e sagrado
Pois quero mudar o rumo dessa história
Para não cair sobre mim grande pecado.
Dizem que teve no recinto muita correria
E todos viveram a euforia, ao correrem pra todo lado.

Os convidados ao chegarem no céu
Tinham que, na porta, algo deixar
Isso fazia parte da ordem e etiqueta
Exigida por quem a festa, se pôs a organizar
E os bichos entravam desconfiados
Na portaria recebiam o tal recado e deixavam algo por lá.

As galinhas deixaram os ovos
As cobras um pouco de veneno
O gambá, mesmo banhado e com perfume
Deixou um mal cheiro e um esquisito vundume.
Já os coelhos e os pombos com sua exuberância 
Deixaram conselhos de paz, hamonia e esperança.

A bicharada entrava animada 
E na recepção algo sempre deixava
Cada animal com seu traje de festa
E o brilho de todos se despontava.
Até que apareceram dois acomodados
Um era meio despachado e o outro não ligava com nada.

O cachorro chegou causando com seu traje
Sorriu, cumprimentou a todos e quis logo entrar
Por ser um bicho vira-lata e à festa não levando nada
Não se ateve às exigências do lugar.
Por isso, teve que deixar na portaria o rabo
Caso não quisesse ser barrado e na festa pudesse entrar.

O outro bicho que era o sapo, não foi convidado
Mas não quis saber de ir embora
Logo arrumou um jeito de penetrar o recinto
E ao ver o urubu, se escondeu, no buraco da viola.
Curtiu a festa a noite toda escondido
No céu não era querido e quase morre ao ser enxotado pra fora. 

O sapo que estava dentro da viola
Ao ser descoberto pelo urubu
Foi arremessado pra fora a duros golpes
E desceu do céu  quase nu.
Ele se esparrachou no chão, não teve a ajuda de ninguém
O sapo fez birra também e começou um calundu.

Diante desse fato triste que no céu aconteceu
Começou por meio do urubu, uma terrível confusão
Os bichos, ali presentes, logo se estressaram,
Agrediam uns aos outros e soltavam palavrão
Até os cachorros que não foram convidados
Levavam socos por todos os lados e recebiam safanão.

Em meio a confusão que se prolongou
Os animais passavam pela portaria atarentados
Pegavam tudo, ligeiramente e bem depressa,
Pois algo na entrada tinham deixado
E para completar o azar dos cachorros penetras
Que não deviam ter ido à festa, na saída ainda pegaram o rabo trocado.

É por isso que vemos aqui na terra todo dia 
Essa baixaria causada pelos cachorros.
E se um passa e é visto mesmo de longe
Uma multidão sai correndo para um cheirar o rabo do outro 
Eles querem apenas desfazer a terrível confusão
Acontecida na saída do céu quando meteram a mão e por engano trocaram os rabos em meio aos esporros.
                                                André Santos Silva




Por que os cachorros cheiram o rabo 
uns dos outros?


     Não é novidade para ninguém que os cães têm o habito de cheirar o "rabo" uns dos outros. Mas você saberia explicar por que eles fazem isso?
    Os cachorros costuma cheirar o rabo um dos outros para obter informações, como se fosse uma espécie de carteira de identidade animal. 
    Naquela região se encontram as glândulas anais, que produzem um líquido de cor castanha de cheiro forte. O odor fornece a outros cachorros informações preciosas, como a raça, se é macho ou fêmea e, especialmente, o estado de espírito do animal. Praticamente tudo o que um cão precisa saber de outro está no ânus. 
    Cachorros muito submissos tapam completamente suas glândulas anais, para evitar que os outros sintam seu cheiro. Ou seja, saem por aí literalmente com o rabo entre as pernas. E o contrário também é verdadeiro: quando um cão deseja demonstrar autoridade, levanta o rabo para exalar mais cheiro.
    Nos grupos, a identificação do líder é feita justamente por esse processo. O animal abana o rabo para mostrar que é o dono do pedaço. 


Fontes:http://noticias.terra.com.br/educacao/vocesabia/noticias/0,,OI3247298-EI8399,00-Por+que+caes+cheiram+o+rabo+uns+dos+outros.html




terça-feira, 31 de março de 2015

Barragem do Sobradinho




O homem em seu processo de evolução causa grandes transformações

Em meio ao cenário musical brasileiro destacam-se Sá e Guarabyra, uma dupla formada em 1973 pelos compositores e cantores Luís Carlos Pereira de Sá (Rio de Janeiro, 15 de outubro de 1945) e Guttemberg Nery Guarabyra Filho (Barra, Bahia, 20 de novembro de 1947), autores da canção Sobradinho, que é consagrada por sua temática tão presente nas ações do homem. Seu surgimento se deu no momento em que houve a necessidade de levar aos cantos do Brasil a discórdia referente aos projetos que para alguns representavam a evolução e o crescimento da economia do país, e para outros o fim de uma história de referência da própria vida.
Canção bela, cantada por muitos na época, mesmo sendo um período no país, em que não se podia expressar a opinião, pois se vivia o Governo da Ditadura Militar. Homens corajosos, talentosos como Sá e Guarabyra fizeram de sua arte a voz que serviu para abrir os olhos de tantos brasileiros.
Essa indignação foi cantada para criticar o surgimento de uma barragem que economicamente poderia trazer benefícios ao país, no entanto, o governo da época, por ser rígido e ditador, não teve o bom senso de olhar para o povo que mesmo sendo beneficiado com um grande feito da evolução, perderia sua história e posteriormente sua referência enquanto sujeito de uma localidade.
O foco da música é mostrar que nascem no homem ideias revolucionárias: o homem chega e desfaz da natureza, locomove gente e faz represa. Ela dá a ideia de que tudo vai mudar a partir dessa iniciativa. Enquanto isso, ele utiliza a água do Rio São Francisco para construção da Barragem do Sobradinho e na ânsia de ver a transformação, alaga as cidades Remanso, Casa Nova, Sento-Sé, Pilão Arcado e Sobradinho. O povo é obrigado a abandonar essas regiões e vê sua história e o seu espaço embaixo d’água.
Para maior expressão dessa realidade, os autores ainda na composição, abordam conhecimentos populares e utilizam como referência o ditado do saudoso Antônio Conselheiro, o beato do sertão, que à luz da sabedoria popular, reafirma que um dia o sertão há de virar mar e o mar sertão. Eis aí a imagem da nossa realidade atual. O nordeste que sempre sofreu por falta d’água, agora recebe pessoas da região sudeste que é tão assolada e castigada pela seca.
Assim, somos levados a acreditar que a visão de Sá e Guarabyra ao escreverem tal canção, exprime a mais pura verdade quanto ao homem, o processo de evolução e o prejuízo que ela pode ocasionar, caso suas ações não sejam executadas com responsabilidade. 



quarta-feira, 25 de março de 2015

Poema: Valentina

  

Ela chegou de mansinho
E logo chamou de todos a atenção
Chora, come, dorme e acorda
E traz muita esperança no coração.

Do seu sorriso lindo emana 
A inocência da beleza que encanta
E do seu olhar terno e calmo
Nascem sonhos sinceros de criança.

A luz que transborda de sua alma
Deseja um mundo cheio de bondade
E seus pés que aos poucos se fortalecem
Almejam a conquista da felicidade.

Aos poucos vai crescendo
E firme vai se tornando
Inicia sua caminhada pela vida
E seus caminhos vai trilhando.

Tomara que daqui a poucos anos
O mundo possa melhor estar
E o seu sorriso na expressão do rosto
Possa a todos conquistar.

Que cresça obediente também
E que possa sempre se lembrar
Que a vida é dura, mas vale a pena
Correr o risco e conquistar.
                              André Santos Silva



Comentários do autor



    Quando nasce uma criança, também nasce uma esperança. Seja ela de uma nova vida, de um mundo novo. O certo é que, por meio daquele novo ser, as expectativas se renovam, o futuro deixa de ser incerto e esperança renasce no coração de cada ser humano.
    Parabéns, Valentina, pelos seus quatro meses de vida!


domingo, 22 de março de 2015

Poema: Dia de domingo



Hoje, quando me levantei 
Vi como o dia era bom.
Decidi que assim como a luz,
Brilhará também o dia que me conduz.

O sol forte, 
O dia, a iluminar
E a vida que chega sorridente
Querendo nos impressionar.

Descanso! 
E o pensamento a acelerar
É pouco tempo que tenho nesse domingo
E tanta coisa para realizar.

Penso em passar o dia em casa,
Ir à igreja, assar uma carne na brasa,
Almoçar com a família,
E viver uma tarde que não será esquecida.

Logo me vem a lembrança 
De um bom banho de cachoeira
Uma tarde com a namorada e os amigos
E uma conversa cheia de besteiras.

Dessas que a gente
Só pensa em jogar papo fora
Onde se fala de tudo e de nada
E o que se fala não nos apavora.

Dia de domingo é assim
O pensamento corre solto ao vento
A gente pensa e não faz nada
Mas vive na mente, cada momento.

Planeja mil coisas
E tem o pensamento livre que só faz voar
Afinal, é um dia de colocar os chinelos velhos 
E viver no descanso, sem tédio e com nada se preocupar.
                                            André Santos Silva


Comentários do autor

    Como é bom ter o descanso. Estar em casa e à sombra dos bons pensamentos aliviar a tensão da semana e seguir livremente a vida.
   Todo homem que realiza uma atividade, tem por direito, um merecido descanso, para que possa renovar suas energias e planejar, mais uma vez, essa sequência de ações.
   Portanto, é importante que cada ser humano recarregue suas energias e procure sempre trabalhar sua mente, para que o dia de descanso seja aproveitado da melhor forma possível. Assim terá novo vigor e enfrentará as agonias do dia sem se sentir sufocado.