sexta-feira, 12 de abril de 2013

O Vestido de Laura, poema de Cecília Meireles, vira tema de aula de Higiene Física, Mental e Social na turma do 5º ano - Professor André Santos Silva


  

   Quem nunca leu o poema “O Vestido de Laura”, da grande Cecília Meireles? Ele nos apresenta a beleza do comportamento feminino, no ato de se embelezar e cuidar da aparência. Todos, homens e mulheres, a exemplo de  Laura, devemos valorizar o nosso corpo e nos cuidar, mostrando um pouco de vaidade e zelo pelo ser humano que somos. 
   Mudança de hábito é importante, andar bem cuidado é necessário. E se não tiver dinheiro? É simples: use o que tem! Sua roupa limpa, seu chinelo lavado, seu sovaco cheiroso, seu cabelo penteado, suas unhas bem cuidadas e uma fragrância que goste. Assim, pode se achar uma Laura, Lauro, Maria, João, Manoel, Miguel, Judite, ou qualquer outro ser, que se aproxime da beleza da querida Laura do poema que nos encantou na aula do dia 18/03/2013. O que importa é que a imagem de Laura nos mostra o reflexo dos cuidados que devemos ter com o nosso corpo. 
  Enquanto pessoas, seres humanos, precisamos nos apegar às técnicas que nos ajudem a viver bem. Com certeza, a higiene é uma delas. Então, o que posso compreender por HIGIENE?
  É muito fácil! Higiene é um conjunto de cuidado que precisamos ter com o nosso físico (corpo), nossa mente e com o social (sociedade em que vivemos). A palavra higiene é de origem grega que significa 'hygeinos' que quer dizer o que é saudável. Além de proteger contra possíveis doenças, também ajuda na autoestima das pessoas, pois com a higiene, elas se sentem mais confortáveis e confiantes. A lavagem diária tem como prerrogativas também, a manutenção da saúde individual e a proteção contra os mais diversos agentes externos. Ela se divide em três: 
 
   1.Higiene Física ou Corporal é um conjunto de cuidados que as pessoas devem ter com seu corpo para ter melhores condições de bem-estar e saúde mental. Consiste em medidas que garantem a limpeza do corpo, a fim de garantir a qualidade de vida das pessoas.
  2.Higiene Mental é manter nossos pensamentos arejados, limpos, saudáveis tanto quanto percebemos a necessidade de tomar banho, lavar o carro, limpar a casa, dar uma geral no nosso armário, é apenas uma maneira de compreender a nossa necessidade de ter paz interior, e é esse o segredo do sucesso.
 
  3.Higiene Social é o conjunto de atividades positivas que devemos realizar no meio social em que estamos inseridos. Cuidar do meio que vivemos, zelando e cultivando a harmonia. Ter bom comportamento nos grupos que participamos, respeitar as pessoas e o direito que elas têm; dar bons conselhos; cuidar da nossa cidade, não sendo coniventes com a destruição do patrimônio público.
  Os hábitos de higiene no Brasil não eram tão cultivados antigamente. Em 1800, as residências não tinham banheiros e tudo era feito em penicos e bacias, que eram levados para longe pelos escravos. Em 1808, a Família Real instalou água encanada no município do Rio de Janeiro, o primeiro no país a ter água encanada.
     Por André Santos Silva (Pesquisa: blog.inspiraalma.com.br/page/2/) e com o auxílio dos pais e alunos.


CURIOSIDADES...
POR QUE OS FRANCESES TÊM FAMA 
 DE NÃO GOSTAR DE TOMAR BANHO?


A GRANDE CULPADA
   Na Europa dos séculos 16 e 17, não era nada fácil tomar um simples banho. As cidades não tinham esgotos ou água encanada, mas o problema não era apenas esse. Também havia a peste, uma doença seríssima transmitida pelos ratos que infestavam as cidades medievais. A peste era apenas mais uma doença no meio de centenas que castigavam as pessoas da época. A maioria era causada pela falta de higiene.
  Como a ciência e a medicina ainda não podiam explicar a origem das doenças, muitos pensavam que a água facilitava o contágio. Mas a água não servia para limpar e desinfetar? Pois é. Só que, naquele tempo, as pessoas acreditavam que doenças como a peste entravam no corpo através da pele, carregadas pelo ar. E os banhos eram perigosos por abrir os poros da pele e deixar as malvadas entrar!
   Com o tempo, a coitadinha da água começou a ser culpada por tudo: tomar banho tornava as pessoas fraquinhas, e muitas doenças poderiam entrar no corpo.
Com medo de adoecer, as pessoas passaram então a se esfregar com paninhos perfumados e só um pouquinho de água. Banho, que era bom, nem pensar! 
   Não era à toa que elas não tinham um cheirinho nada bom!   Com o tempo, os perfumes foram ficando cada vez melhores, para disfarçar o fedor. Dizem que é por isso que os perfumes europeus, especialmente os franceses, são os melhores do mundo!
Fonte de pesquisa: www.canalkids.com.br/higiene/curiosidades/agua.htm


Poemas de alunos do 3º e 4º anos


Lavar, Escovar, Esfregar
Lavar, Escovar, Esfregar
é o que temos de fazer
para os micróbios afastar
para o corpo limpo manter.

Dentes

Lava os dentes
como toda a gente
não deixe nenhuma semente
lava tudo, e fica contente.

Roer as Unhas


Evita roer as unhas
Para doenças não ter
Para os dentes proteger
Doces não devemos comer.

Higiene

Para a higiene começar,
há que trabalhar
os dentes vais lavar
e o cabelo vais escovar.

Tomar banho
Toma banho todos os dias
para lindo e limpo ficares
põe perfume depois do banho
para comigo brincares.

Lavar as Mãos

Lavar as mãos
antes de comer
é um dever
que não devemos esquecer.
Fonte de pesquisa:cacefaz.blogspot.com/2010/02/poemas-sobre-higiene.html



AGRADECIMENTO
  O Jornal Fuxico Escolar agradece aos pais e alunos do 5º ano pelo apoio na realização da entrevista que gerou a discussão da matéria dessa publicação. 




Poema: Viver




Fico a pensar sobre
o valor da vida...

E num gesto introvertido
ponho-me a inventariar:
quanto vale a vida?
Um pedaço de pão,
uma cédula, 
um carro do ano,
um terno? 
Não!

A vida vale além da montanha,
vale além do céu,
vale além da terra,
vale além do papel,
do anel de prata,
do ouro, da riqueza.

Porque viver bem 
não é pros que podem.
É pros que querem.

Viver é uma dádiva de Deus
            André Santos Silva  




quinta-feira, 11 de abril de 2013

Poema: Zé do Gole



Ô, Zé, vem cá!
Sou muiê, e não seu aventá.

Pensa que eu num sei
Qui cê tá de oi na dondoca
Aquela magrela sem qui fazê
Muié feia das perna torna?

Quando nóis se casemo
E tu me jurou eterno amor
O que disse na igreja cheia
O tempo já apagou?

Ô, Zé, vem cá!
Qui vô acertá nossas conta
Hoje ocê toma jeito de home
Se não, num tem cumida pronta.

Ocê não me falô das cueca rajada
Isso eu té qui tolero
Mas vê ocê dia e noite
Ficano esse home amarelo
Socado no mei da bebida
Esse tipo de marido num quero.

Ô, Zé vem cá!
Qui vô resovê nossas vida
Ô ocê deixa esse mau custume
Ô eu acabo com sua vida.
                André Santos Silva



quarta-feira, 10 de abril de 2013

Poema: Dias de sol



O dia amanhece,
o sol aparece,
e a vida acontece.

A terra cheia de beleza
os raios iluminam a natureza
e a vida nasce tendo a certeza
de um espetáculo fascinante de grandeza.

Luz que brilha durante o dia,
leve toda nostalgia!
Torne a vida aqui na terra,
uma perfeita harmonia.

Ao entardecer
o sol se prepara para se esconder
e causa um novo espetáculo
antes mesmo de nascer.
                       André Santos Silva  



terça-feira, 9 de abril de 2013

Poema: Descrição de um dia de chuva

Quando começa a chover:
Alegria,
comemoração,
satisfação,
café com leite,
pão com manteiga
e se tiver: requeijão.
Êta, friozinho bão!


Quando continua a chover:
Blusa de frio,
cobertor quentinho,
um bom programa de televisão.
O filho e o cachorro 
entram em casa com os pés sujos
e começa a inquietação...
A mãe desliga a televisão,
fala uns três palavrão,
levanta do sofá
e pega o pano de chão,
olha pros dois atravessado
e começa a limpar o chão.
Depois guarda balde, rodo, pano,
e de novo, liga a televisão,
deita no sofá e solta uns ronco 
igual a barulho de caminhão.

O filho quer sair,

mas tem medo da situação,
tenta sair a francesa,
pra não levar um safanão.
E o cachorro ainda late
e piora a situação.
A mãe ao acordar
jura de pé firme: "eu num tava dormino não!
Onde você pensa que vai, nesse baita chuvão"?
E o filho se contenta 
com a tal programação.
SENTA NO SOFÁ  
com uma raiva que não passa não.
E escuta a mãe roncar,
mas tem que jurar que é ilusão.

Quando a chuva demora mais dias:

Chuva é muito boa,
mas tá na hora de parar
já tenho muitas roupas sujas
e poucas pra usar.
Se chover por mais uns dias,
não vou aguentar.
A casa está imunda
e limpa não vai ficar.
Pra falar a verdade eu não vejo a hora
do sol voltar a bilhar.

De repente o sol aparece,

a vida segue.
Quando começa a fazer sol...
                          André Santos Silva



Poema: Pés cansados



Os pés cansados
caminham pelas estradas,
trilham seus horizontes 
por longas e duras arrancadas.
E caminham.

Mesmo cansados
levam o homem 
que observa as paisagens
que ao longo do tempo
se criaram à beira do caminho, 
abismo,
precipício.
E caminham.

Os pés cansados, 
agora rachados,
não desistem de caminhar.
E caminham.

O homem sabe  
que o caminho iniciado
não pode ser esquecido.
Não volta mais.
E os pés caminham.

E continuam os pés cansados
a caminhar.
Enquanto houver força
trilham o caminho, 
percorrem a longa estrada. 
E o homem há de chegar.
                André Santos Silva



Poema: Trabalhador



Quem é que não sonha
ou quem nunca pensou em vencer?
Se tiram do homem o sonho
ele há de perecer

Sonha com uma vida digna
uma casa para repousar
um descanso no fim da tarde
e uma cama para se deleitar.

Sonha em ser artista
cantor, ou atris de novela
e leva sua vida humilde
honesta e muito singela.

Constrói seus marcos fortes
de valores e boa educação
e sonha a vida inteira
em um dia ser seu próprio patrão.

Mas enquanto o artista não chega
e a vida de cantor não começa a despontar
segue a rotina, sorridente
tendo prazer em trabalhar.

E mesmo no anseio do sofrimento
agradecido se põe a rezar
e a noite faz uma única prece
pra ter saúde e trabalhar.
                            André Santos Silva