domingo, 18 de maio de 2014

Poema: Dias difíceis


Vivemos dias difíceis
Em que acontecem coisas absurdas
A gente se esquece que a vida é curta
E vive uma eterna amargura.

É tanta bizarrice que vemos
Difícil mesmo é acreditar
Que o homem, um ser pensante,
Ainda não se encontrou em seu lugar.

A vida frágil, então, segue
Tropeça aqui, cai acolá
Enquanto isso vemos em série
Atrocidades em todo lugar.

Precisamos de um freio
Que possa isso tudo parar
E veremos a grande transformação,
No homem, um novo coração
E uma mudança singular.
                    André Santos Silva


Comentários do autor

   Diariamente somos surpreendidos por fatos que nos trazem uma grande reflexão sobre a ação do homem. É pai matando filho, filho exterminando pai, mãe abortando, pai estuprando, cidadãos saqueando lojas, outros lutando por seus direitos e causando revoluções que não condizem com a realidade: depredam ônibus,  põem  fogo  em pessoas,   arrombam   banco, ... e  assim  vai. Vemos que a nossa humanidade toma caminhos tortuosos, sem levar em consideração os direitos humanos que nos garantem a dignidade da vida.
   Então, o que fazer? Creio que a solução esteja na reestruturação da família, numa educação que priorize o atendimento às necessidades básicas do cidadão, na formação de profissionais qualificados para exercerem uma profissão e na abertura de novos postos de trabalhos, entre tantos outras, para que o ser humano tome conhecimento, de fato, da sua verdadeira função enquanto pessoa de bem, que pensa e que seja capaz de transformar o meio em que vive.






quinta-feira, 15 de maio de 2014

Poema: Absurdo Sexual



Como pode ser
Algo que é tão bonito
Tornar-se asqueroso
E muito esquisito?
O ser humano nasceu 
Pra ser gente
Viver e se alegrar
E caminhar dignamente.

Ele, o rosto torce e retorce
Vê o outro ou a outra e deseja
Como se fosse um  pedaço de carne
Que se serve numa bandeja
Não leva em conta se a alma sangra
E se causa tormento e muita tristeza.

Que desejo é esse
Que vai além do natural?
É doença, é loucura?
Sei que não é normal
Crianças, jovens e adultos
Serem vítimas de crime sexual.

Isso é um abuso
Um absurdo sexual
Gente escravizando o outro
Por um trocado banal
E não faz distinção de idade
Mesmo que seja ilegal.

O corpo precisa de respeito
A vontade do outro também
Não somos objetos de uso
E nem fomos criados pelo além
O corpo que a mim pertence
Não pertence a mais ninguém
Ele não deve ser um objeto
Para satisfazer a alguém.
                     André Santos Silva


Comentários do autor

   O ser humano é livre. No entanto, a consciência é o elemento que o acompanhará e garantirá a sua liberdade por toda a sua vida.
   Nos últimos anos, temos notado um crescimento assustador no que diz respeito à violência e o abuso sexual: duas práticas realizadas constantemente em nossa sociedade. Essas práticas, provam que cada vez mais o ser humano se distancia da razão e perde a noção de uma consciência pura e verdadeira. Muitas vezes conhece até os riscos que podem correr e as consequências que poderão assumir. Mesmo assim, ele vai lá e faz. Estupra, abusa, explora o outro sem se preocupar com esse momento íntimo e tão singular, que pode marcar a vida da pessoa para sempre. 
   


terça-feira, 13 de maio de 2014

Poema: 13 de maio



Pela liberdade que hoje se tem
Muitas lutas aconteceram
Guerreiros de cor negra
Viveram em sofridos cativeiros
E esconderam a alegria na alma
Que contagiou um povo inteiro.

A melodia do chicote 
Os escravizados sabiam de cor
O pelourinho servia como sustento
Sem piedade e nem dó
Ali faziam da fraqueza força
Com esperança de viverem um dia melhor.

Filhos, esposa e marido
Eram vistos como bichos
Gente de valor pequeno
E de sonhos escondidos
Mas na alma traziam a certeza
De um dia serem livres.

Viviam amontoados
Não tinham direitos humanos
Era gente só na essência
E destratados por levianos.

Em suas veias corria o sangue forte
De gente vívida e com sede de luta
Que sofreu por ter a pele negra
Mas não correu de sua labuta
Até que um dia pôde ser livre
Por uma simples assinatura.
                        André Santos Silva




Comentários do autor

   Nesse dia que se comemora a Abolição da Escravatura, quero parabenizar a todos as pessoas que foram escravizadas e que são descendentes de pessoas também escravizadas, pela luta e dedicação em prol de uma vida melhor. Pessoas que perderam a vida, simplesmente por acreditarem que os direitos humanos devem ser empregados na vida de qualquer cidadão.

   Confira o texto a seguir: 


Contexto Histórico da Abolição da Escravatura



   No início da colonização do Brasil (século XVI), não havia no Brasil trabalhadores para a realização de trabalhos manuais pesados. Os portugueses colonizadores tentaram usar o trabalho indígena nas lavouras. A escravidão indígena não pôde ser levada adiante, pois os religiosos católicos se posicionaram em defesa dos índios condenando sua escravidão. Logo, os colonizadores buscaram uma outra alternativa. Eles buscaram negros na África para submetê-los à força ao trabalho escravo em sua colônia. Foi neste contexto que começou a entrada dos escravos africanos no Brasil.

Como era a escravidão no Brasil
 


   Os negros africanos, trazidos da África, eram transportados nos porões dos navios negreiros. Em função das péssimas condições deste meio de transporte desumano, muitos morreram durante a viagem. Após desembarcaram no Brasil eram comprados como mercadorias por fazendeiros e senhores de engenho, que os tratavam de forma cruel e, muitas vezes, violenta. 


   Embora muitos considerassem normal e aceitável, a escravidão naquela época, havia aqueles que eram contra este tipo de prática, porém eram a minoria e não tinham influência política para mudar a situação. Contudo, a escravidão permaneceu por quase 300 anos. O principal fator que manteve o sistema escravista por tantos anos foi o econômico. A economia do Brasil contava quase que exclusivamente com o trabalho escravo para realizar os trabalhos nas fazendas e nas minas. As providências para a libertação dos escravos, de acordo com alguns políticos da época, deveriam ser tomadas lentamente.
   O início do processo de libertação dos escravos e fim da escravidão 
   Na segunda metade do século XIX surgiu o movimento abolicionista, que defendia a abolição da escravidão no Brasil. Joaquim Nabuco foi um dos principais abolicionistas deste período.
   A região Sul do Brasil passou a empregar trabalhadores assalariados brasileiros e imigrantes estrangeiros, a partir de 1870.  Na região Norte, as usinas produtoras de açúcar substituíram os primitivos engenhos, fato que possibilitou o uso de um número menor de escravos. Já nos principais centros urbanos, era grande a necessidade do surgimento de indústrias. Visando não causar prejuízo financeiros aos proprietários rurais, o governo brasileiro, pressionado pelo Reino Unido,  foi alcançando seus objetivos lentamente. 
   A primeira etapa do processo foi tomada em 1850, com a extinção do tráfico de escravos no Brasil. Vinte e um anos mais tarde, em de 28 de setembro de 1871, foi promulgada a Lei do Ventre-Livre. Esta lei tornava livres os filhos de escravos que nascessem a partir da decretação da lei.
   No ano de 1885, foi  promulgada a lei Saraiva-Cotegipe (também conhecida como Lei dos Sexagenários) que beneficiava os negros com mais de 65 anos de idade.
   Foi somente em 13 de maio de 1888, através da Lei Áurea, que a liberdade total e definitiva finalmente foi alcançada pelos negros brasileiros. Esta lei, assinada pela Princesa Isabel (filha de D. Pedro II), abolia de vez a escravidão em nosso país. 

     Fonte: http://www.historiadobrasil.net/abolicaodaescravatura/



sexta-feira, 9 de maio de 2014

Poema: De que substância é a mãe?



Sabe o que vou dizer
Quem tem família 
Quero que o vento leve
E que o boato comece a correr
Tomara mesmo que se espalhe
E que muitos ouçam para crer.

Veja bem que guerreira temos
Dentro de casa, nosso lar
Uma figura feminina
Que a força não se pode explicar
Parece que é "imorrível"
Na arte de se doar
De onde vem essa gana?
Sei lá!
Seu corpo é de aço?
Não sei explicar!

Mal amanhece o dia
E ela em seu labutar
Prepara a mesa, deixa tudo proto
Com o seu amor a cuidar
É mesmo uma guerreira
Dessas que... palavras não há.

É impressionante sua luta!
Seus gestos nobres e bonitos
Se o filho é pequeno
Seu amor é infinito
Mas quando o moleque cresce
O sentimento no peito vira grito
E se pudesse, cuidava dele
Muito além do que é previsto.

Ela deveria ser eterna
E penso que aguentaria
Pois é mulher que não para
Nenhum segundo por dia
E se pudesse viveria de novo
Toda a dor e nostalgia
Só pra ver brotar do rosto
Um sorriso de sua cria.
                 André Santos Silva


Comentários do autor

   Parabenizo as mães, em especial, a minha que no despertar da aurora, enche o peito de força e se joga de cabeça erguida à vida, simplesmente por amor.
   Esse poema tem como foco mostrar em sua essência a força da figura feminina que quando toma em suas mãos a decisão de ser mãe, assume um compromisso eterno. Escolha infinita, firmada por um universo de renúncias e de constante zelo.
   Vejo através da minha mãe a imagem impressionante da vocação e da doação, momento em que rasga a vida própria e gera uma outra vida, que também se torna a própria vida, afinal, mãe e filhos são eternos.



quarta-feira, 7 de maio de 2014

Poema: Andréia



Essa é minha irmã Andréia
É inteligente demais
Tem alma de gente grande
E tudo que organiza faz.

Faz bem feito
No peito tem muita dedicação
É criativa, organizada
E dar show em sua profissão.

Tem alma nobre
E no peito um bom coração
Quando põe um ideia na cabeça
De lá não sai mais não
Ela escarafuncha o baú
E daí tira uma solução.

Hoje é seu aniversário
E a Deus só tenho que agradecer
Em ter me dado essa figura
Que alegra sempre o meu viver.
                           André Santos Silva


Comentários do autor

   Parabéns, minha irmã Andréia. Que o nosso Grandioso Deus a fortaleça sempre e que o seu brilho de pessoa e ser humano se intensifique cada vez mais. 
     Feliz aniversário!


segunda-feira, 5 de maio de 2014

Poema: Humanidade



Nos últimos dias olhando os fatos
Temo o futuro da humanidade
Vejo verdades que viram mentiras
E mentiras se transformam em verdades.
Então, o que pesar da vida
E dessa busca pela vaidade?

Nossa geração há muito
Deixou de pensar coletivo,
Cria suas próprias leis 
E não enxerga além do umbigo,
Caso alguém pense diferente
Leva porrada ou castigo.

Muitos ainda não compreendem
Que tais atos são anormais,
Botam "lenha na fogueira"
E libertam das jaulas os chacais
Que consomem a humanidade
Por um desejo tão fugaz.

Então, volto a pensar:
Onde está o futuro dessa vida?
Nas lágrimas justas derramadas
Ou nas fraquezas perversas vividas?
Talvez amanhã o sol nasça
E nos traga uma nova brisa
Que aclame o coração do homem
E crie um novo estilo de vida.
                          André Santos Silva


Comentários do autor

   A humanidade vive dias difíceis e involuntariamente somos tragados por fatos que nos entristecem e nos levam a uma grande reflexão a respeito da importância da vida.
   O que se percebe é que a humanidade caminha sem levar em consideração os princípios necessários à condução da vida humana. E isso é o que mais nos assusta. A vida perde o valor e o homem aos poucos vai traçando um novo caminhar, solidificando em seu universo a característica de um ser egoísta e sem necessidade da pessoa do outro.


sábado, 3 de maio de 2014

Poema: Zoando com o pai de Júlia



Hoje o meu peito bateu forte
Ao vê-la sorrir, mudei o meu mundo,
Busquei outro norte,
Repensei o meu conceito de vida
E percebi o quanto é bela e singela
Essa alegria merecida.

Vi quão grande é um sorriso
E em sua pequenez, o tamanho valor
Em seus olhos o brilho ainda frágil 
Mas com símbolo de grande amor.

Nela, agora deposito o desejo
De um mundo cada vez melhor
Onde a vida vença as batalhas 
Na plena realidade do amor.

Continuação do poema - zoando o pai de Júlia



Hoje o meu amigo Rafael
Está com o coração cheio de alegria
Dando nó em pingo d'água
Com o nascimento de sua filha

Disse que já tem uma espingarda
Pra malandro de plantão
Vai dar tiro pra todo lado
E fazer cabra correr do seu portão.

Ainda falou em bom tom
Que vai ser uma pai valente
Desses que se o murro não resolver
Resolve na foice ou com os dentes.

É isso aí Rafael
A alegria está apenas começando
Enquanto essa menina cresce sadia
Deus, sua casa, vai abençoando
E os amigos aqui na torcida
Onda de sua cara vão tirando.
                         André Santos Silva



Comentários do autor


   Esse texto foi composto, apenas ara tirar sarro da cara do meu amigo Rafael, um camarada que tenho uma grande estima. Parabéns pelo nascimento de Júlia, Rafael e Sirleni!