terça-feira, 9 de setembro de 2014

Poema: De manhã



Quando acordar de manhã
Respire e sinta que está vivo
Cante uma canção que o eleve
E o faça tirar da cabeça os grilos.

Renove as forças
E com muitos fluídos de gratidão
Prepare tudo que está a sua volta
E realce a beleza existente em seu coração.

Quando acordar de manhã
Olhe fortemente para o céu
Proclame a imensidão de alegria
E que essa certeza seja, em sua vida, o seu troféu.

Cante, grite, rasgue a garganta
Mas traga para perto de si
A beleza que somente encanta
E viverá a todo tempo tendo alma de criança.
                                         André Santos Silva


Comentários do autor

   Como é bom acordar de manhã e encher-se de energia positiva. Ter mil coisas para fazer e a todo instante acreditar que tudo dará certo. Pensar também, que as novas tentativas são uma grande oportunidade para o aprimoramento de novas técnicas para  a condução eficiente de nossa vida.
   Tentar uma vez, duas e se possível três... mas tentar e acreditar que com a força do céu, podemos alçar vôos grandiosos. E aí, com certeza, nesse estágio, ninguém mais nos segurará, pois somos guiados por duas forças essenciais: a presença de Deus e a nossa capacidade para tentar.
   Seja sempre confiante. E que isso seja logo pela manhã!


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Três Brasis: Trabalho, Saúde e Educação



Sou André Santos Silva
E o cordel que aqui relato
É uma homenagem rápida e simplória
Da existência de alguns fatos
Desse Brasil de vitórias
E de conquistas que viraram um marco.

O cordel Três Brasis
Surgiu numa tarde de muitas discussões
Quando os colegas do Nelson e eu
Chegamos à seguinte conclusão:
O Brasil só pode ser mais lindo
Se nos apegarmos à educação.

Mas para deixar de lorota
E com um ato de trabalho exato
Oferecemos a vocês leitores
Um cordel nada encantado
Recebam agora os fatos de nossa história
Narrados em doze pequenos atos.

                     I

Salve, salve meu Brasil!
É história o que eu vou contar
São lutas, guerras e vitórias
Nesse escrito popular
E a Escola Nelson Oliveira
Começa agora a apresentar.


                     II
Seja bem vinda, Maiquinique!
Quem diz isso é o meu coração
Hoje, se celebramos a Independência,
É com amor e emoção.
Muita gente doou o sangue
Para nossa redenção.
Eis que surge a Terra Brasilis
País de muita transformação.

                    III



Preste atenção, meu povo ouvinte,
No que agora eu vou contar
Que entrem os guerreiros indígenas,
Primeiros habitantes desse lugar.
Com o trabalho de gente nativa
Cuidaram da terra só por amar
E com um olhar contente
Viram, no Brasil, crescer sua gente
E muito além se transformar.

                    IV



Eis que pelo mar chegaram, então.
Num belo dia ensolarado,
Em Porto Seguro, naus e embarcações 
Êta, povo desaforado!
Com ânsia, maldade e cobiça
Exploraram os índios e, com malícia,
Por nossas terras não tiveram cuidado
Eram portugueses pra mais de metro
E nos deixaram dilacerados.
                                       
                     V



Achando que era muito pouco
Roubar nossas riquezas, então
Visitaram o continente da África
E trouxeram muita embarcação
Junto vinha gente de cor negra
Pra sofrer na escravidão
E em nossas ricas terras,
Com a força dum leão,
Trabalharia dia a dia, de sol a pique
Pra continuar a extração.

                     VI



Era tanta escravidão, maldade 
E desfalque na natureza
Que a terra sem o pau-brasil
Já perdia a sua beleza.
Eis que entra em nossa história
A consciência da organização
E o povo quando se une com força
Vira mesmo um furacão
E os espertos portugueses
Já sofriam desilusão.
                                      
                    VII



A Família Real em nosso país
Fez capital aqui e acolá
E o povo com sua mistura de etnia
Continuava a se organizar
Até que encostou Dom Pedro num canto e disse:
É hora de abrir a boca e falar
E, às margens do Riacho Ipiranga,
Um grito o homem foi soltar
Com os parceiros, em seu cavalo
Caminhava, com medo ou inocência,
Dom Pedro I , mas e convicto
Proclamou então a Independência.

                    VIII



A história do Brasil continua
E não foi mamão com açúcar. 
A nação desconte ainda se organizava
E sonhava ansiosa pela República
O tempo foi passando e fatos novos
Começavam a se despontar
E, no Brasil, já se via algumas mudanças
Em sua forma de governar
Mas o povo ainda era repreendido 
Pelo chicote e pelo castigo
Da Ditadura Militar.
E o pior é que quem sentisse sua dor
Tinha que sorrir e suportar.
                                            
                     IX



Êh, Brasil escancarado!
De gente esperta que sabe falar
E a história aponta menos repreensão
Em nosso cenário popular
Nasceu então uma ideia na cabeça:
A República precisava melhorar!
Num movimento, uniram-se as forças
E o povo querendo o seu parlamentar
Daí, nasce em meio à multidão
O Movimento das Diretas Já
E o povo tinha mais liberdade
Para gritar e respirar,
Pois sabia que novos tempos
Começavam a despontar.
                                    
                    X



Agora o circo estava armado.
O povo foi direto à urna,
Escolheu o primeiro presidente
E esse fato virou loucura
Não atendendo as expectativas
E o povo querendo a alma lavada
Organizou um novo movimento
E o chamou de Caras Pintadas.
Precisava ver no rosto do brasileiro!
O que na bandeira tem estampada
A Ordem e o Progresso que vêm de dentro
E a nação bem respeitada
O Impeachmant foi um grande gesto
Dessa massa organizada.
                                   
                      XI



Daí pra cá, só foi vitória.
Tristeza tem, mas não quero falar.
Prefiro me referir aos momentos de glória
“Onde” há futuro pra se esperar
Fernando Henrique, Lula, Dilma
E tantos outros que aqui passar
Não deixarão o seu legado
Se esse povo não respeitar.

                    XII



Que a nossa nação seja de fato
Em sua ordem três Brasis
Trabalho, saúde e educação,
Riquezas de um povo muito feliz.
Assim, terão sentido as lutas
E as conquistas serão o legado:
Do índio, negro, branco, 
Pobre ou engravatado 
E, com certeza, terá sido válida
A marca firme da cicatriz,
O sangue um dia derramado 
Por um Brasil que sempre se quis.
                              André Santos Silva



Comentários do autor


   Nessa semana que se comemora 192 anos de Independência do Brasil, que cada um brasileiro consiga a sua independência por meio de sua formação, para que assim, todas as experiências adquiridas e bem orientadas possam fazer a diferença nessa nação tão carente e cheia de necessidades.
   E viva a Independência do Brasil!



quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Poema: Realidade



Cada um sabe e conhece
A realidade de vida que tem
E ainda sabe e aposta
Nas oportunidades que vêm.

Sabe dos desafios
E das conquistas que precisa ter
Analisa cada obstáculo
Pois precisa mesmo vencer.

Um dia, firme aqui
No outro não mais está
E a vida vai passando
Mas a luta não pode parar.

Cada um sabe e conhece
A realidade de vida que tem
Mas é preciso ter muito cuidado
Ao conquistar e ir mais além
Para que a vida não fique chula
E não os engane também.
                         André Santos Silva


Comentários do autor

   Cada ser humano vive uma realidade de vida diferente. Por meio dela, são refletidas diversas situações de vida: suas histórias, suas necessidades e suas glórias.
   Que o homem em sua essência seja capaz de compreender que a vida é feita de momentos felizes e que em cada um de nós não deve haver o sentimento de inferioridade, pois juntos e misturados somos um único povo, que apenas tem o papel de ganhar a vida.


sábado, 30 de agosto de 2014

Poema: Vida de Tom



Em agosto de dois mil e quatro
Nossa vida se transformou num barato
Nasceu Maria Antônia nossa filha
Veio tranquila e não era um bebê chato
Mamava muito e roía as unhas 
E com seis meses já queria comer no prato.

Alguns meses depois
Na igreja ela foi apresentada
Preparamos tudo com carinho
E num domingo de alegria, Tom fora batizada
Ela cresce com sabedoria
E com Fe e alegria, continua a caminhada.

Mais um tempo se passou
E o nosso bebê crescia sem enrola
Ela nos chamou no canto toda contente 
E nos pediu pra ir à escola
Disse-nos que tinha pressa
Pois o tempo passava sem demora.

Então ela deu o primeiro passo
E feliz começou a sua luta
Dedicava-se às tarefas e nos enchia o saco
E aos poucos formava sua conduta
De moça estudiosa e esforçada
Capaz de vencer qualquer labuta. 

Quando nasceu, logo, conquistou a todos
O seu sorriso refletia os sonhos de sua vida
E não é que arrumou uma cúmplice muito zelosa
Uma amiga dessas “inesquecidas”
Era a sua babá Rita de Cássia
Por quem era cuidada como se fosse filha. 

A menina era sabida e crescia esperta
E a cada dia tinha uma “aprontação”
Quando soube do nosso segundo filho
Ela nos disse: se chamará Francisco o meu irmão
Nós gostamos da graça dada pela menina
E o nome teve uma boa aceitação.

Gosta de dançar e brincar muito
É responsável e num leva desaforo não
Mas tem corretivo quando necessita
Pra não fazer má-criação
É uma encrenca das grandes todos os dias
Mas não vive longe do seu Chicão (irmão).

Hoje desejamos muitas felicidades
E que Deus abençoe a sua vida
Em nosso coração você tem de um tudo
Para ser uma pessoas bem desenvolvida
O mundo é grande e você pode escolher, Maria Antônia
Como será conduzida a sua vida.

Espero que faça a melhor escolha
Para que cresça sempre com sabedoria
E um dia quando olhar pra trás
Terá tranquilidade, orgulho e alegria
Por ter tido enquanto criança
O cuidado e o zelo de sua família.
                                André Santos Silva

Parabéns e feliz aniversário, minha sobrinha!



quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Poema: Política de candidato



Cuidado com o gato
Ele se esconde e ninguém o vê
E se de repente aparece
Com certeza quer comer.

Sua barriga está roncando
E sua fome é dessas que beliscam
Quando tem espaço é folgado
E mete a mão em toda a comida.

Há quatro anos teve aqui em casa
E bebeu água na pia
Olhou o vazamento atravessado
E disse que tudo mudaria.

Chega cedo de mansinho
E se sente parte da casa
Conversa disparado pelos cotovelos
E busca muitas gargalhadas.

Nesse tempo é amigo de todos
É servidor  e nunca se cansa
Quando passa essa época o gato foge
Vira, sutilmente, amigo da onça.

Nunca o viu e nem o vê
E se responde é meio sem graça
Ele se esquece que há pouco tempo
Comeu e bebeu em sua casa.

Pelo voto um dia ele volta
E deixa a vergonha de lado
Por trás do disfarce é um gato felino
Mas não tem medo de ser enxotado
Toma banho no tempo frio
E nunca nega um sorriso forçado.
                               André Santos Silva



Comentários do autor


   A política deveria ser uma Ciência do bem comum. 


domingo, 24 de agosto de 2014

Poema: Memória de São João


Hoje em dia tem festa na praça
No período de São João 
Aqui a cultura é muito linda
E encanta o coração.

As bandas tocam forró
E tem concurso de quadrilha
Todos, logo, dançam contentes
E a população se anima.

Houve também um tempo
Em que aqui havia um barracão
O forró não era ao vivo
E tinha também animação.

Era sagrado visitar as palhinhas
Na noite linda de São João
Cada jovem pegava uma figura
E arrastava o pé no salão.

Foi um tempo bom que eu vivi
E tenho muita saudade hoje em dia
De correr com a garotada
Por entre as barracas das palhinhas.
                                André Santos Silva



Comentários do autor


   Como era bom o tempo em que na pequena Maiquinique se comemorava um mês de São João. Essas memórias ficam cá, em minha cachola (minha cabeça).
   Todos os dias, em meados do início de junho, até o final do São João, tinha-se barraquinha e som mecânico no salão. Podíamos brincar, correr e nos animar o mês inteirinho. Brincávamos de tunga, salva-vidas, chicotim queimado (chicotinho queimado) e tantas outras... foi um tempo bom em que soubemos aproveitar a cultura e viver a nossa adolescência sem nos envolver com o que de fato nos prejudica e nos tira a consciência.
   Saudades das velhas palhinhas!


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Poema: Música




A boa música é remédio
Para a alma e o coração
Ela torna leve a vida
E nos enche de emoção.

Hoje em dia é diferente
Quando a ouvimos tocar
Sua letra é um absurdo
Além de ser vulgar.

Tenho saudades das canções
Que com seu embalo nos contagiavam
Em que a mulher era respeitada
E a criançada só brincava.

Hoje em dia a música é diferente
E tem muita desvalorização
A pessoa que não se segura
Vive um momento de ilusão
E para piorar a circunstância
Vira motivo de gozação.
                                     André Santos Silva


Comentários do autor

   Entre as coisas belas que embalam a vida, com certeza, está a boa música. Ela encanta, transforma, alivia e eleva o coração ao grande ápice do sentir-se bem.
   No entanto, é importante ressaltar que, há muito tempo, vem ganhando espaço no universo da música, ritmos e letras que desconfiguram a vida, ou desrespeitam qualquer outro aspecto de sua existência. O corpo ganha espaço, enquanto a moral e os bons costumes se escondem por conta da sensualidade escancarada por meio das atuais composições.
   E o pior é que cada vez mais, as pessoas perdem o bom senso, e em seus círculos diários de rotina, passa a reinar a nova literatura musical: o liberalismo marcado pelo ritmo envolvente que tem apenas como foco a exploração do corpo.