domingo, 9 de novembro de 2014

Poema: Sob a luz do dia



O dia que, ora vejo, amanheceu
E com ele a vida nos dá uma escolha fenomenal
Rir pelos cantos e áreas mágicas da vida
Ou então, viver dilacerado e jogado feito um animal
E ainda sobrecarregar-nos de grande nostalgia
Ou buscar a cada dia, a felicidade que é a ordem normal.

O dia que agora vejo, amanheceu
E com ele a luz do sol brilhou
Posso viver o meu dia rancoroso
Ou levar a vida leve e cheia de amor
Mas não devo me contentar com coisa pouca
E muito menos viver uma vida louca ou guardar o dissabor.

A exuberante tarde se aproxima
E lá se foi a metade do meu dia
Talvez pelas poucas horas vividas
Não tenha atingido grandes alegrias
Mas posso lutar com força até a madrugada
E firme caminharei nessa escada, dando um passo a cada dia.

Ao fim da tarde, com certeza
Estarei me sentindo um pouco cansado
Afinal as labutas não foram fáceis
E algumas batalhas me encheram o saco
Mas livre estou para escolher, se quero lutar ou viver 
E encarar a vida como um fardo leve ou pesado.

Ao anoitecer, tenho muita convicção
Da beleza que contemplei quando amanheceu o dia
Ele me encheu de grandes e firmes sonhos 
E me deu nova força e uma sublime energia
Para viver e escolher uma vida diferente
Aprender na essência a ser gente, sob a luz divina e sua magia.
                                             André Santos Silva


Comentários do autor

   Quando o dia amanhece, temos uma imensidão de coisas para fazer, conquistar e até mesmo sacrificar. E o fardo não é leve não! Mas a maneira como as realizamos é fundamental para continuar a viver a vida com leveza e solicitude.
   Somos, sem sombra de dúvida, movidos pelo coração ou pela razão e o meio em que estamos inseridos é a chave fundamental para a condução de uma parte de nossas emoções ou razões.
   Cabe a nós, lutarmos pelo amadurecimento de nossas habilidades e resistências, para sabermos, firmemente, lidarmos com tatos fatos caóticos, eliminando as possibilidades triste que nos afligem.
   Vivamos a vida! Gente foi feita para driblar os obstáculos, vencer as guerras e ser feliz a cada amanhecer.



sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Poema: Cadê a chuva?



Hoje à tarde, o céu mudou de cor
E lá no alto se via uma bela formação
Neblinou um pouco, mas não choveu
E isso inquieta o coração
Que há dias espera por chuva
Para irrigar a plantação.

Cheguei em casa contente
Pensei que cairia um pé d'água
Mas a chuva que por aqui passou
Fez sumir somente, o pó à beira da estrada
Amanhã,bem cedo, quem sabe ainda chova
Para deixar a paisagem mais encantada.

Ao tomar um café bem quente
Depois do cheiro de chuva que me encantou
Vi que a formação, no céu, se despedia
E minha inquietação ela também levou
Firme permaneci, ali mesmo, sentado
E olhei o céu desconfiado, mas não senti nenhum dessabor.

Sei que na hora certa ela virá
Caso viesse hoje, não traria tanta alegria
Ou molharia só um pouco a plantação
E depois, tão rápida passaria
Deixaria seu vestígio de chuva fina
Tal qual paixão na surdina o problema não resolveria.

Amanhã ela há de voltar
E com ela surgirá tamanha emoção
A chuva fina que hoje veio
Foi para acalentar o coração
Preparar também o nosso espírito
Para ver o que há de mais bonito, refletido na bela vegetação.
                                            André Santos Silva


                                     Comentários do autor



   Todos esperamos ansiosos pela chuva. Qualquer formação que se dá no céu nos enche de esperança de que dias melhores virão.
   E com isso o que muda? Somente a beleza da paisagem, que ora, nos assola? Certamente, não! A chuva virá na hora certa, para que o homem, por meio da realidade tome consciência dos seus atos e assuma o papel de grande colaborador do Planeta Terra.
   Que sejamos mais atuantes nas causas primordiais à vida. E que isso seja em qualquer realidade.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Poema: A saudade faz o tempo parar



O tempo passa e a gente
Cada dia se sente melhor,
pior, motivado, cabisbaixo, pra cima
ou até mesmo cheio de nó.
O que não pode é querer enfrentar tudo
De uma única só vez e além do mais, só.

O tempo vem e não há quem o impeça
De alguns instantes, mesmo pequenos, prosseguir
Dar intervalos curtos, pequenas pausas
Ou empurrões que o acelerem para chegar ao fim.
Isso não interessa e nem convence o tempo
Que deseja apenas por um momento, o seu caminho prosseguir.

O tempo não volta nunca mais
Mas a boa lembrança, presente, sempre está
E o passado que era, há pouco, uma grande lembrança
Vem a nossa cabeça a nos perturbar 
E quem dele foge, pode até ir mais além
Mas do tempo não consegue escapar.

O tempo ainda há de vir 
Para aqueles que, um dia, direito terão
E viverão sem pressa a existência
Do tempo que faltava ao coração
E na vida terá a doce certeza
Que o tempo trouxe a beleza, em forma de evolução.

Mas existe um jeito, mesmo involuntário
De o tempo conseguir parar
Não é nada cronometrado
Mas ele vem, fica, não sai do peito e se instala cá 
Se transforma num aperto de saudade
E passa somente para machucar.
                                             André Santos Silva



Comentários do autor


   A vida do ser humano é marcada por momentos importantes, sejam eles, esperados ou inesperados, sempre deixam lições primordiais para o nosso crescimento pessoal e intelectual.
   Sempre é comum ouvirmos pelos lugares que adentramos que o tempo é o melhor remédio. Se por um lado ele cura, ou não, por outro alivia. Mas o tempo sempre será o tempo, e com certeza, quem por ele passa não permanece mais o mesmo. Vive intensamente um processo de evolução, de amadurecimento.
   Nunca deixe que o tempo o consuma!!!


sábado, 1 de novembro de 2014

Poema: Momento pós-eleição



No período eleitoral
O bicho no Brasil ficou solto
O cara que votou em Maria
Não quis ver João bem no jogo
Disse asneiras para quem não o seguia 
E se transformou num sujeito escroto.

Maria querendo ser popular
Também mandou a bronca que fez
Fez João, a seco, engolir fogo
E disse que o cara seria seu freguês
Semeou um discurso de progresso
E o eleitor pirou de vez.

Logo vieram os debates
E os candidatos quase no tapa saíam
Os eleitores sentados em casa
Atentos a tudo assistiam
E os candidatos enfurecidos
Mesmo sem propostas, aos fanáticos convenciam.

Manoel era doente de amor por João
Não era político, mas se considerava uma figura, um barato
Foi conquistado na lábia por ser desentendido do assunto
Depois ficou em casa rindo, pensando e sonhando alto
Acreditou nas promessas políticas feitas por João
Quando na surdina era armado, o tal famoso balaio de gato.

Maria que também era muito esperta
Tratou logo das mulheres, a confiança, ganhar
Fez também seu jogo de empurra, empurra
E o candidato quis "disfolar"
Só não saiu no tapa no debate
Porque tal atitude como essa não se permitem no lugar.

Os dois candidatos, ali, frente a frente
O povo atento em casa, o debate, a escutar
Pedro, Vilma e José com raiva cuspiram fogo
Desejaram o seu adversário, num mal súbito, engarguelar
E os candidatos sarcásticos, depois do tal desafio na televisão
Com um sorriso no rosto, estendem as mãos a se cumprimentar.
                                                    André Santos Silva



Comentários do autor


   É muito comum na época de campanhas eleitorais acontecer desentendimento entre as pessoas por conta das diferentes escolhas partidárias. Esse período, é considerado um momento em que os ânimos ficam aflorados, e isso gera certa inflamação aos simpatizantes de algum candidato, o que acaba ocasionando o rompimento de uma relação.
   Pelo fato de morarmos em um país, em que a democracia é um direito do cidadão brasileiro, em hipótese alguma, uma situação desse tipo poderia acontecer. O fato é que até mesmo as famílias se transformam em inimigas, desrespeitando assim, o direito do outro.
   Enquanto isso, os candidatos que disseminaram a discórdia, por meio de suas promessas e discursos vazios, após as eleições, estendem as mãos, se abraçam e vão descansar em alguma praia, curtindo o tão sonhado e merecido descanso. 
   E os eleitores brigões? Esses com certeza, seguirão suas vidas, tendo o direito de, por um longo período, fazerem a outrem, "caras e bocas".



segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Poema: Brasil Esperança



Começo agora esse cordel do Brasil
Com muita coisa pra falar
Sei que nele não descrevo o céu
E que ainda há muito que mudar
Mas é bom que fique bem claro
Que precisamos muito melhorar.

No meu Brasil de antigamente
Muita história triste se deu
Gente com seu pensamento idealista
No chicote apanhou, chorou e padeceu
Esse povo teve a vida sofrida
E participando de lutas dignas, sua esperança nunca morreu.

Vivemos o tempo das necessidades
Em que as coisas subiam sem lealdade
O que “hoje” comprávamos por um preço
“Amanhã” teria acréscimo até o fim da tarde
E o pobre em sua angústia ficava mais pobre e miserento
Sonhava um dia ter mais alento e um bocadinho de felicidade.

Vivemos por muitos anos, dias angustiantes
Em que o desemprego, além de maltratar, nos assolava
E com isso a vida parecia desiludida
Nesse país, não mais, acreditávamos
A ilusão, de nós, tomava conta
E um futuro promissor, nós esperávamos.

Quem é que se lembra da escola
No período em que começamos a estudar?
Se um usasse um sapato pela manhã
À tarde em outro pé o danado ia parar
E a calça daquele que era o mais velho
O irmão mais novo tinha que aproveitar.

Todo início de ano na escola era um sufoco
Marcado por um clima de verdadeira nostalgia
Se naquele ano tivesse livros como apoio
O próximo seria marcado por ausência e correria
Nossos pais saíam numa busca desmedida
Para trocá-los com aqueles que os tinham.

Hoje ainda há muitas realidades a serem mudadas
Mas não podemos negar que muita coisa melhorou
O que não pode é o povo se acomodar
E se esquecer daquilo que um dia almejou
Mesmo com tantas e grandes dificuldades
A vida do pobre, e isso é realidade, em alguns aspectos se modificou.

Entre tantas mudanças ocorridas, relato ainda
O direito do mais pobre ter uma casa própria
Esse sonho que outrora era algo distante
Hoje o vemos, por aí, batendo em muitas portas
E assim o país segue crescendo e mudando
Mas é necessário, continuar lutando, para se obter novas propostas.

É claro que ainda não temos um Brasil perfeito
E também as mudanças que a todo instante queremos
Mas é primordial que haja muito respeito
Para que nessa Pátria continuemos crescendo
E que para o outro sejamos alegria sempre  
De vivência duradoura e firme num país que segue se desenvolvendo
                                 André Santos Silva


Comentários do autor

   Cada indivíduo tem sua importância para o processo da cidadania. Ser um cidadão implica em ser um sujeito participativo,  capaz de opinar e discutir ideias pautadas no contexto social. Ideias essas, que visam a transformação do próprio espaço em que o indivíduo está inserido.
   Vivemos num país cheio de grandes necessidades, como saúde e educação de qualidade. Segurança eficiente e ainda a erradicação do desemprego que assola, principalmente, as pequenas cidades do interior dos estados brasileiros, tão necessitadas de "socoooooooooorro".
   Convém também lembrar, que mesmo com essas dificuldades, vemos que aos poucos o Brasil vai se despontando e que algumas transformações começam aparecer de forma acelerada.
   É certo então, que o Brasil atual, apesar de suas mazelas do passado e outras do presente, abre um leque de grandes avanços em suas diferentes áreas. No entanto, é necessário o surgimento de mais políticas públicas que visem a melhoria de vida do cidadão brasileiro, tornando-o de fato, um indivíduo que tenha em sua vida, mesmo simples, todos os direitos garantidos pela Constituição Brasileira. 
   



sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Poema: Esperança no Sertão




Olhando pra essa terra seca
Fico tantas horas a pensar
No mato verde que aqui existia
E hoje não vejo se quer despontar
Um broto que anuncie a vida
E que mude a paisagem desse lugar.

A terra infinita, que agora, treme
Com a luz do sol ao meio dia
Reflete a tristeza no torrão seco
Que não traz à vida nenhuma valia
Reforça, apenas, a dor do sertanejo
Que perde aos poucos sua alegria.

O homem então clama a Deus
E com uma pedra na cabeça faz sua oração
Pede confiante por uma grande bênção
Que revigore ligeiro sua plantação
E Deus que não é um ser de brincadeira
Faz cair na terra um grande chuvão.

Lá se vai o homem feito criança
Com seu sorriso estampado na face e no coração
Ele corre por entre os pingos de chuva que caem
E devolvem, de novo, vida abundante à plantação
Agora cheio de fé e agradecido 
Vê despontar da terra, o broto amigo, que enaltece  a criação.

E a vida assim sempre floresce
Com ela também surge o despertar
O homem, caso seja consciente
Sua natureza há de mudar
Lançará na terra nova semente
Para plantar, colher e partilhar.
                           André Santos Silva



Comentários do autor

   Mediante essa crise que nos assola, referente à falta d'água, é importante que o homem tome medidas cabíveis, contribuindo assim, para que ações sejam desenvolvidas e, que as mesmas consigam atender todo o Brasil, ou talvez quem saiba, o mundo.
   Seja você também um ser humano consciente e que cada um de nós tenha aguçado o espírito da solidariedade humana. Afinal, temos as mesmas necessidade básicas: sede, fome e sono.



terça-feira, 21 de outubro de 2014

Poema: A seca



Tenho notado que de uns dias pra cá
Muita coisa nesse mundo vem mudando
Onde tinha vida, animais e mato verde
A paisagem seca e sofrida vai tomando
E esse clima nos apavora, tira a alegria 
Do homem que chora e Deus vai abençoando.

Onde tinha água em quantidade ou com fartura
Hoje se tem bem menos e pra pouco usar
O homem, cabisbaixo, segue desatento
Não faz jus ao momento, mas os hábitos não quer mudar
Enquanto isso, caminhamos pedindo chuva forte
E Deus, de repente, muda o norte e segue de novo a nos abençoar.

Melhora um pouco e tem-se água
Mas não é como se tinha nas represas de lá
E o homem, sem consciência, embora satisfeito
Age e começa de novo a esbanjar
Não demora pra ver o mesmo resultado
E logo, pede pra Deus abençoar.

Deus em sua infinita teimosia
De nunca desistir do homem e sempre amar
Manda chuva intensa e em abundância
E novamente tudo começa a mudar
Mas o homem por sua terrível eloquência
Se esquece de Deus, sua essência e, vive por aí a se esquivar.
                                   André Santos Silva


Comentários do autor

   Temos vivido dias angustiantes. A falta d'água agora é uma realidade presente e mais uma vez somos tragados por um momento causado pelas nossas próprias ações humanas.
   Então o que fazer se, de repente, nos faltar esse recurso natural? Bem! A resposta é simples: não há o que fazer! É sofrer as consequências dessa ausência.
   O interessante é que quando a necessidade bate a porta, o homem começa a tomar medidas eficazes para obtenção de resultados. Quando o problema  é sanado, tudo volta a ser como era antes e impera mais uma vez a falta de consciência quanto ao uso de todos os elementos essenciais à vida.
   É hora de parar, pensar e levar mais a sério a vida. É hora de nos tornamos pessoas melhores para o mundo que queremos deixar para os nossos sucessores.