quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A lenda do Romãozinho - Folclore Brasileiro


Queridos leitores!

   Sem dúvida alguma, essas histórias mexem com a nossa imaginação e nos faz recordar um tempo intenso de criança que vivenciamos na pele, no coração, na alma - simplesmente  pelo fato de curtir a infância rodeado de momentos mágicos com os nossos familiares que tinham o prazer de nos passar os ensinamentos culturais. E tudo isso, sem malícia, sem substituir e confundir o que é sagrado.
   Ouvimos os ensinamentos, curtimos o que se tinha de mais emocionante - a reunião em família - o prazer de ouvir dos lábios dos nossos, as mais aterrorizantes lendas e com naturalidade. Quem nunca ouviu uma história de encantamento? Os nossos olhos brilhavam. Como era gratificante! 
   Hoje, na condição de professor, tento passar aos meus discentes a importância desse tempo, que quase não se percebe na atualidade.
   Por isso, tenho a imensa satisfação de publicar nessa edição, uma lenda conhecida por mutos cidadãos brasileiros.
   Boa leitura!
   André Santos Silva


A lenda do Romãozinho



   Ele era um menino filho de lavrador, e já nasceu vadio e malcriado. Adorava maltratar os animais e destruir plantas, sua maldade já era aparente. 
   Um dia, sua mãe mandou-o levar o almoço do pai que estava num roçado trabalhando.    Ele foi, e como sempre, de má vontade e esbravejando a mãe. 
   No meio do caminho, comeu a galinha inteira, juntou os ossos, e levou para o pai.     
   Quando o velho viu o monte de ossos ao invés de comida, perguntou que brincadeira sem graça era aquela. 
   Romãozinho, ruim como era, querendo se vingar da mãe, que tinha ficado em casa lavando roupa, disse: 
   ___ Foi isso que me deram... Acho que minha mãe comeu a galinha com um homem que vai lá quando o senhor não tá em casa, aí mandaram os ossos... 
   Louco de raiva, acreditando no menino, largou a enxada e o serviço, voltou para casa, puxou a peixeira e matou a mulher.
   Morrendo a velha amaldiçoou o filho que estava rindo: 
   ___ Não morrerás nunca. Não conhecerás céu ou inferno, nem descansarás enquanto existir um único ser vivo na face da terra.  
   O marido morreu de arrependimento. Romãozinho sumiu, rindo ainda. 
   Desde então, o moleque que nunca cresce, anda pelas estradas, fazendo o que não presta. Quebra telhas a pedradas, assombra gente, tira choco das galinhas. É pequeno, pretinho como o Saci, vive rindo, e é ruim. 
   Não morrerá nunca enquanto existir um humano na terra, e como levantou falso testemunho contra a própria mãe, nem no inferno poderá entrar. 
   Fonte: http://sitededicas.ne10.uol.com.br/folk16.htm

Interagindo com o texto



1.O que podemos compreender por folclore?

2.Há fatos do cotidiano, nos dias atuais, que se assemelham com as peraltices do Romãozinho, personagem da lenda?