domingo, 3 de janeiro de 2016

Poema: Gente de puro sangue na veia




Na minha  veia corre sangue
Da raça do baiano lutador
Que sonha com o batente leve
Do jeitinho que sempre pensou.

Baiano de coragem e de raça
Que chora e sente cheiro de terra seca
Mas não se abate nem mesmo pela tristeza
Das necessidades em cada surpresa.

Descendente de gente arretada
Que sente coragem, mas faz batucada
Pra espantar as mazelas das lidas
Que cravam na carne e abrem feridas.

Sou homem do sertão
E não escolho vida fácil
Mas sei que a alegria da Bahia
Quebra e dá fim a qualquer embaraço.

Na minha veia corre sangue
Do nordestino e arretado baiano
E sabe que, aqui, quando se tem desgraça 
É hora de resolver as mazelas, remando. 

Sou baiano, cabra dos bons
Desses que na veia corre o puro sangue
Vivo, sofro e me divirto
E não passo, nunca, a vida reclamando.
                                         André Santos Silva


Comentários do autor


     Cada um de nós tem uma rotina. Seja leve ou árdua, todos vamos construindo a nossa história. Alguns começam, param, recomeçam. E assim a vida segue.
     Somos gente e temos a nossa origem. Seja ela do nordeste, sudeste ou qualquer outra região ou estado. O certo é que a força interior é um elemento de grande importância para a continuação do nosso batente.  




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